Diga não à tentação do dólar

Moeda americana bate recordes de valorização, mas seguidas intervenções do Banco Central indicam que governo vai evitar uma disparada

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247 - Entre as muitas tentações de investimento que o mercado financeiro oferece, uma das mais atraentes, historicamente, é a troca de reais por dólares. Aceita em todo o mundo, a moeda americana é considerada por muita gente como "o dinheiro de verdade".

No Brasil, ter dólares costuma significar uma defesa em relação às instabilidades da economia global e, em particular, as oscilações típicas da economia nacional. Deve-se ter claro, porém, que poucas vezes a opção pelas chamadas "verdinhas" pode ser considerada como um verdadeiro investimento.

Na sexta-feira 9, depois de atingir um recorde histórico, superando a marca dos R$ 2,30, a cotação da moeda americana caiu 0,56%. O motivo é simples: o governo brasileiro, por meio de leilões promovidos pelo Banco Central, sinaliza que não quer o real ultra depreciado frente ao dólar.

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Isso significa, então, que a moeda americana está parada? Não. Ao contrário. Desde o início do ano, a cotação subiu mais de 11%, mas, em compensação, caiu 1,28% na última semana. Assim, a tentação pode ser uma verdadeira miragem. Mas se você busca segurança em um momento de intempéries, e tem um dinheiro para ser protegido, o dólar nunca deve ser uma opção completamente descartada.

Abaixo, notícia da Agência Brasil sobre a moeda americana:

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Dólar cai 0,56% e fecha no menor nível em 12 dias após intervenção do BC

Wellton Máximo, repórter da Agência Brasil – A intervenção do Banco Central (BC), que vendeu US$ 993,9 milhões no mercado futuro, ajudou a moeda norte-americana a fechar no menor nível em 12 dias. O dólar comercial encerrou a sexta-feira (9) vendido a R$ 2,2740, com queda de 0,56%. A cotação é a menor desde 29 de julho, quando o dólar fechara em R$ 2,2702.

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Na semana, a cotação caiu 1,28%. No ano, o câmbio acumula alta de 11,66%. O dólar operou em queda durante todo o dia. Em alguns momentos, no entanto, a cotação chegou a ficar abaixo de R$ 2,27. Na mínima do dia, por volta das 11h50, a divisa foi vendida a R$ 2,2660.

Desde o fim de maio, o mercado financeiro global enfrenta turbulências por causa da perspectiva de que o Fed, o Banco Central dos Estados Unidos, reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta. O Fed poderá aumentar os juros e diminuir as injeções de dólares na economia global caso o emprego e a produção nos Estados Unidos mantenham o ritmo de crescimento e afastem os sinais da crise econômica iniciada há cinco anos.

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A instabilidade piorou depois de Ben Bernanke, presidente do Fed, ter declarado, em 19 de junho, que a instituição pode diminuir a compra de ativos até o fim do ano, caso a economia americana continue a se recuperar. Se a ajuda diminuir, o volume de dólares em circulação cai, aumentando o preço da moeda em todo o mundo.

Nos últimos meses, o governo tem tomado medidas para conter a valorização do dólar. Além de vender dólares no mercado futuro, o Banco Central retirou parte do compulsório sobre as apostas de que o dólar vai cair e eliminou restrições de prazos para que os exportadores financiem antecipações de pagamentos.

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A equipe econômica também retirou barreiras à entrada de capitais estrangeiros no país. O Ministério da Fazenda zerou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para os estrangeiros que aplicam em renda fixa no Brasil. Desde outubro de 2010, a alíquota em vigor era 6%. A venda de moeda estrangeira no mercado futuro também ficou isenta de IOF.

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