Dia das Crianças: mesmo brinquedo pode custar até 179% mais caro
Procon-SP aponta diferença. Intenção de compra tem queda recorde neste fim de ano
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Luciane Macedo _247 - Para orientar o consumidor que vai às compras às vésperas do Dia das Crianças, um dos feriados de maior movimentação do ano no varejo, o Procon-SP foi às ruas para realizar sua pesquisa sazonal de preços. E que os pais com sobra no orçamento e dispostos a gastar preparem os bolsos, porque o mesmo brinquedo pode custar até 179% mais caro.
A maior variação de preços foi encontrada em São José dos Campos, onde a boneca Bebê Meus Sentidos, do fabricante Sid-Nyl, custa R$ 139,90 em um estabelecimento e R$ 50,00 em outro, uma diferença de R$ 89,90 no preço que daria para comprar duas unidades e mais um brinquedo.
Na capital, onde o Procon-SP pesquisou 88 itens, a maior diferença de preço foi de 131,11% para o brinquedo Acqua Brink Pia, da Homeplay, que custa R$ 89,90 em um estabelecimento e sai por R$ 38,90 em outro. Diferença de R$ 51,00.
A loja que teve a maior quantidade de produtos (93%) com menor preço em relação à média dos itens pesquisados foi a Armarinhos Fernando, no Centro da capital paulista. Em seguida, a loja mais barata foi a MP Brinquedos (66%), também no Centro, ficando o Carrefour Imigrantes (45%), na zona Sul, em terceiro.
Foram pesquisados jogos, bonecas, bonecos, bicicletas e massas de modelar, entre outros itens preferidos da criançada, em nove estabelecimentos em São Paulo e outros 42 nas cidades de Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Santos, São José dos Campos e Sorocaba. Clique nos nomes das cidades para acessar as pesquisas na íntegra e encontrar os locais de compra mais em conta, segundo o Procon-SP.
Queda recorde na intenção de compra
De cada 100 pessoas, apenas 56 pretendem gastar dinheiro com a compra de bens duráveis até o final de ano, o que inclui o Natal, feriado mais movimentado que o 12 de outubro. A intenção de compra no varejo registra uma queda recorde de 78% para 56% em relação ao mesmo período do ano passado. Pela internet, a disposição de gastar também caiu, embora bem menos, de 86,3% para 85,8%.
Tirando os gastos com educação, que concentram a maior fatia do orçamento das famílias (22,6%), e com alimentação (20,9%), que é a segunda maior fonte de despesas, os crediários já consomem 18,9% da renda familiar. Fica uma sobra de apenas 9,4% no orçamento que pode ser destinada a outras despesas. Nos últimos três meses do ano passado, essa sobra era de 13,2%.
Os dados são da Pesquisa de Intenção de Compra do Varejo, feita pelo Provar (Programa de Administração do Varejo) e pela FIA (Fundação Instituto de Administração) em parceria com a Felisoni Consultores Associados. A pesquisa ouviu 500 consumidores na capital paulista.
Na avaliação de Claudio Felisoni de Angelo, presidente do conselho do Provar, os números recolocam o consumo na trajetória anterior ao ciclo de otimismo, o que revela os limites da política do governo de expansão do PIB por meio do consumo.
Embora as taxas de juros tenham caído e os consumidores possam emprestar dinheiro a taxas menores que no passado, muitas famílias já estão comprometidas com dívidas assumidas a taxas mais elevadas.
"Os consumidores devem aproveitar este final de ano para organizar suas finanças pessoais", sugere de Angelo.
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