Detran vai pedir prisão de envolvidos em falsificação de CNHs em Alagoas
A Polícia Civil e o Detran de Alagoas informaram que vão solicitar ao Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do MPE a prisão de mais cinco pessoas envolvidas em um esquema de falsificação de carteiras de motorista em Alagoas; dois suspeitos, Samira Sidineia Millon, de 43 anos, e Windisllan Nascimento de Assis, de 52, já foram presos e liberados após pagamento de fiança
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Gazetaweb - A Polícia Civil e o Detran de Alagoas informaram que vão solicitar ao Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público Estadual a prisão de mais cinco pessoas envolvidas em um esquema de falsificação de carteiras de motorista em Alagoas. Dois suspeitos, Samira Sidineia Millon, de 43 anos, e Windisllan Nascimento de Assis, de 52, já foram presos e liberados após pagamento de fiança.
A informação foi repassada pelo presidente do Detran, Cacá Gouveia, em uma entrevista coletiva à imprensa na manhã desta terça-feira (4). Na ocasião, ele informou ainda que a dupla agia com a ajuda do que eles chamam de "zangões", que seriam atravessadores e ficam dentro do próprio órgão abordando a população.
Os "zangões", porém, não são funcionários públicos e, segundo o diretor-presidente, o departamento já estuda uma maneira de justificar a movimentação das pessoas dentro do órgão. "Como o órgão é público, não podemos proibir a entrada de ninguém", disse Cacá.
Durante a coletiva, foram apresentados ainda os materiais apreendidos com os dois presos. Com eles foram encontrados impressoras, diversos tipos de papel, CNHs falsas e carimbos. Parte dos objetos foi apreendida em um escritório na Jatiúca e outra no carro do Windisllan - onde funcionava uma espécie de cartório ambulante.
Samira e Windisllan já foram soltos após pagar fiança. Entre os crimes cometidos pela dupla estão os de falsidade ideológica e falsidade de documento público. Nem a polícia nem o Detran souberam dizer quantos documentos do tipo circulam em Alagoas. Também não há estimativa de valores movimentados pelo esquema.
"Normalmente eles pegam uma cédula verdadeira e lavam através de produtos químicos, colocando os dados que desejam. A gente conseguiu atrapalhar a vida deles. Eles estão sendo monitorados. As investigações não param e outras prisões poderão ser decretadas", disse Maria Angelita.
De acordo com a delegada, que afirmou estar impressionada com a qualidade das falsificações, as investigações começaram há cerca de três meses.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247