"Desse movimento nascerão novas lideranças"
Quem diz isto é o ex-vereador Marcélio Bonfim, que militou por décadas no Partido Comunista e é um dos principais expoentes na luta contra a Ditadura Militar em Sergipe; na visão dele, o Brasil vive hoje a "ditadura da incompetência democrática"; para Marcélio Bonfim, "muitos políticos ainda não perceberam que o movimento nasceu da revolta de diversos setores"; "a manifestação é maior do que se pensa, passa pela reforma do Estado como um todo e é contra todos os partidos, sem exceção", afirma
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Sergipe 247 - O blog do jornalista Cláudio Nunes publica nesta sexta-feira (21) uma entrevista com o ex-vereador Marcélio Bonfim, que militou por décadas no Partido Comunista e é um dos principais expoentes na luta contra a Ditadura Militar em Sergipe. Para Bonfim, o Brasil vive hoje a "ditadura da incompetência democrática". Ele avalia que dos atuais movimentos que estão ocorrendo no país surgirão novas lideranças políticas, que substituirão "os velhos cardeais da política brasileira".
No período da ditadura militar, Marcélio Bonfim foi preso, torturado e processado duas vezes. Marcélio Bonfim foi vereador de Aracaju por dois mandatos e um dos fundadores do Partido Comunista Brasileiro em Sergipe. Ele foi também um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) no Estado, tendo sido o primeiro candidato a governador pelo PT em Sergipe.
Confira o artigo na íntegra:
“Desse movimento nascerão novas lideranças”
Lembrando que em março deste ano completou 49 anos do golpe que implantou a ditadura militar no Brasil, o ex-vereador e militante por décadas do Partido Comunista, Marcélio Bonfim, lembrou que o movimento que desabrochou pelas ruas em todo país é contra a ditadura da incompetência democrática e da corrupção.
Para Marcélio Bonfim, muitos políticos ainda não perceberam que o movimento nasceu da revolta de diversos setores, como por exemplo, a falta de políticas públicas como saúde e educação. Os aposentados que perdem seu poder aquisitivo todo ano. A manifestação é maior do que se pensa, passa pela reforma do Estado como um todo e é contra todos os partidos, sem exceção. “O povo não entende como o Brasil tem estádios de excelência e não pode ter saúde e educação de excelência”, disse, acreditando que é preciso uma reforma ampla, passando pela previdência, tributária e a essencial que é a reforma política.
O velho comuna acredita que o movimento por descartar qualquer tipo de partidarismo em pouco tempo nascerá dele novas lideranças. “Os velhos cardeais da política brasileira estão acuados, não sabem mais o que fazer”, disse. “Depois da ditadura militar, o Brasil vive a ditadura da incompetência democrática”, diz velho comuna, lamentando a falta de perspectiva para milhares de jovens.
Marcélio Bonfim diz que do movimento apartidário surgirão em breve novas lideranças e espera que cheguem com uma mudança de mentalidade principalmente no que se refere ao papel do Estado como um todo.
O velho comuna diz que quando vai fazer palestras nas universidades ou conceder entrevistas a imprensa é questionado se valeu a pena a luta contra a ditadura, a perseguição e a prisão. “Valeu a pena. E agora sabemos que nossa luta histórica não foi em vão. Terá continuidade pelas mãos, pelos braços e cabeças dessa nova geração, sem o comando dos velhos cardeais da política brasileira”.
É Marcélio Bonfim valeu a pena. E como você bem disse “democracia não é só o direito de falar e escrever. É o direito de viver"
Foto: Jornal da Cidade.net e NE Notícias
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