Desigualdade digital: velocidade de internet no Brasil está abaixo da média e pobres são os mais afetados
O Brasil ocupa o 76º lugar entre 138 nações e embora a conexão avance ano a ano, a baixa performance é reflexo da desigualdade de acesso

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247 - Em meio à pandemia, o home office se tornou o novo normal, e os brasileiros tiveram a certeza de que o serviço de internet é aquém do contratado. Segundo relatório trimestral da Speedest Global Index, da Ookla, empresa que faz medições de internet, a velocidade da internet móvel brasileira está abaixo da média global, de 63.15Mbps para download. A informação é da Folha de S. Paulo.
O Brasil ocupa o 76º lugar entre 138 nações e embora a conexão avance ano a ano, a baixa performance é reflexo da desigualdade de acesso.
O relatório explica que a velocidade média deriva, principalmente, da distribuição de antenas por habitantes —a alta demanda por dados tende a congestionar o tráfego.
O Brasil (com 33,92 Mbps) é o quarto da América Latina e Caribe, atrás de Suriname, Jamaica e Uruguai.
Os Emirados Árabes Unidos, com velocidade quase quatro vezes mais rápida que a média global, ficam em primeiro lugar.
Na internet fixa, o Brasil se sai melhor, com 113,09 Mbps, próximo à média global, de 113,25 Mbps. No entanto, o melhor sinal fica nos grandes centros. São Paulo, por exemplo, tem um dos índices mais rápidos (25,08 Mbps) entre as capitais brasileiras.
Mas enquanto o bairro Itaim Bibi, região nobre da cidade, tem quase 50 antenas para 10 mil habitantes, em locais mais pobres como Cidade Tiradentes, José Bonifácio e Jardim Helena, a proporção cai para uma antena a cada 10 mil pessoas, de acordo com o Mapa da Desigualdade, divulgado em setembro.
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