Desgaste de Campos fortalece Temer na vice

Cotado para compor chapa petista à Presidência em 2014, governador de Pernambuco, Eduardo Campos, vai se desgastando com atritos entre seu PSB e o PT em pelo menos quatro capitais; bom para o vice-presidente Michel Temer e seu PMDB, que viam permanência no Planalto ameaçada

Desgaste de Campos fortalece Temer na vice
Desgaste de Campos fortalece Temer na vice (Foto: Edição/247)


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247 – Os atritos entre PT e PSB nas tratativas para as próximas eleições em pelo menos quatro capitais podem deixar sequelas para além do pleito deste ano, e com efeito direto em 2014. Cotado para compor chapa do PT à Presidência nas próximas eleições, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB está se expondo a atritos demais com os petistas nas tratativas municipais, o que acaba fortalecendo o nome do atual vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), para a candidatura à reeleição.

As suspeitas de que Temer poderia dar lugar a Campos em 2014 se fortaleceram depois que Nelson Jobim (PMDB) deixou o governo e passou a dizer que o PMDB era mero 'homologador' das decisões do PT. Em meados de maio, vários caciques peemedebistas passaram a temer pela permanência do partido no Palácio do Planalto e iniciaram uma articulação para fortalecer a legenda na Esplanada, com foco em candidaturas de peso para as presidências da Câmara e do Senado.

A preocupação se justificava ainda pelos atritos entre PT e PMDB no Congresso Nacional, que culminaram num manifesto dos deputados peemedebistas, com o apoio de Temer, contra a utilização da máquina pelo PT no projeto de ultrapassar o PMDB em número de prefeituras. Todos os distúrbios entre PT e PMDB ganharam um contraponto, contudo, nos desentendimentos entre petistas e socialistas para as coligações em Recife, São Paulo, Belo Horizonte e Fortaleza.

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O desfecho das tratativas em Recife e Belo Horizonte mostra que Campos não conseguiu se entender com o ex-presidente Lula, que vinha costurando os acordos e seria seu fiador numa aliança com o PT em 2014. Se isso não inviabiliza um acordo no futuro, pelo menos serve de alento para os peemedebistas que viam na relação fria entre Dilma e Temer um risco à permanência no Palácio do Planalto.

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