Deputados e governo de Minas se articulam contra privatização da Cemig

O governador de Minas, Fernando Pimentel, a deputada federal Jô Moraes (PCdoB-mG) e outros representantes das bancadas federal e estaduais mineira e da sociedade civil organizada pediram, no STF, a marcação de uma audiência de conciliação para que a União e o executivo façam negociações para evitar a privatização da Cemig/ quatro hidrelétricas da estatal mineira, responsáveis por cerca de 50% da energia gerada, estão com licitação marcada para o próximo mês; Supremo marcou para o próximo dia 22 uma decisão sobre a titularidade das usinas – se ficam ou não com a Cemig; "A despeito da determinação da sociedade mineira, representada pela Frente, "um grande ataque à economia do Brasil, aos interesses nacionais estão sendo perpetrados", acusou Jô Moraes

O governador de Minas, Fernando Pimentel, a deputada federal Jô Moraes (PCdoB-mG) e outros representantes das bancadas federal e estaduais mineira e da sociedade civil organizada pediram, no STF, a marcação de uma audiência de conciliação para que a União e o executivo façam negociações para evitar a privatização da Cemig/ quatro hidrelétricas da estatal mineira, responsáveis por cerca de 50% da energia gerada, estão com licitação marcada para o próximo mês; Supremo marcou para o próximo dia 22 uma decisão sobre a titularidade das usinas – se ficam ou não com a Cemig; "A despeito da determinação da sociedade mineira, representada pela Frente, "um grande ataque à economia do Brasil, aos interesses nacionais estão sendo perpetrados", acusou Jô Moraes
O governador de Minas, Fernando Pimentel, a deputada federal Jô Moraes (PCdoB-mG) e outros representantes das bancadas federal e estaduais mineira e da sociedade civil organizada pediram, no STF, a marcação de uma audiência de conciliação para que a União e o executivo façam negociações para evitar a privatização da Cemig/ quatro hidrelétricas da estatal mineira, responsáveis por cerca de 50% da energia gerada, estão com licitação marcada para o próximo mês; Supremo marcou para o próximo dia 22 uma decisão sobre a titularidade das usinas – se ficam ou não com a Cemig; "A despeito da determinação da sociedade mineira, representada pela Frente, "um grande ataque à economia do Brasil, aos interesses nacionais estão sendo perpetrados", acusou Jô Moraes (Foto: Leonardo Lucena)


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Minas 247 - O governador de Minas, Fernando Pimente, a deputada federal Jô Moraes (PCdobB-mG) e outros representantes das bancadas federal e estaduais mineira e da sociedade civil organizada pediram nesta terça-feira (8) a marcação de uma audiência de conciliação para que a União e o executivo façam negociações para evitar a privatização da Cemig. Quatro hidrelétricas da estatal mineira, responsáveis por cerca de 50% da energia gerada, estão com licitação marcada para o próximo mês – São Simão, Jaguara, Miranda e Volta Grande –, todas no Triângulo Mineiro. O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli é o relator de uma ação judicial proposta pelo governo mineiro que questiona a venda das hidrelétricas pela União. O STF marcou para o próximo dia 22 uma decisão sobre a titularidade das usinas – se ficam ou não com a Cemig.

"A despeito da determinação da sociedade mineira, representada pela Frente, "um grande ataque à economia do Brasil, aos interesses nacionais estão sendo perpetrados", acusou Jô Moraes no final da noite.

De acordo com a parlamentar, "sucessivas medidas estão sendo tomadas no sentido de garantir que as usinas da Cemig sejam vendidas". O argumento do governo Temer é que a União precisa de recursos para pagar suas dívidas. Há um déficit nas contas do Estado que passa de R$ 160 bilhões e a venda desses ativos tem como propósito reduzir essa dívida, aponta. "Imaginar que você possa jogar, no mercado, ativos da União a preços eventuais e perder o controle da produção da energia elétrica no País porque tem de pagar divida com banqueiros, é um absurdo", critica.

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Há outras ações tramitando na Justiça, já que esta é uma das várias iniciativas voltadas a impedir que a estatal seja privatizada. Segundo Jô Moraes, que integra a Frente Mineira em Defesa da Cemig, "os prejuízos para os consumidores e a economia do Estado são enormes. A Cemig é um patrimônio de Minas e não será entregue à especulação", afirma.
Aneel

Nesta quarta-feira (9), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publica um novo edital para leilão das quatro usinas da Cemig, marcado para o dia 27 de setembro. Mas a licitação depende ainda dos julgamentos das ações impetradas pelo governo de Minas contra a União questionando a iniciativa não só no Supremo Tribunal Federal, mas também no Tribunal de Contas da União, lembra a parlamentar.

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Contratos

O principal argumento dos integrantes da Frente, é que o contrato de concessão das usinas, feito em 1997 e hoje objetos da pendenga, prevê a renovação automática por 20 anos. Ou seja, o governo federal estaria avançando em questão de entendimento pacificado no âmbito judicial. O advogado-geral do Estado, Onofre Batista Júnior, fala em "traição contratual" por parte do governo federal. Isto, por mudar regras e ferir confiança de acordos já formalizados – e impetrou duas ações contra a União questionando a decisão.

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TCU

Jô Moraes, o deputado estadual Rogério Correia e demais integrantes da Frente também se reuniram com o ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU), já que questionam a realização do leilão naquela Corte. Para Onofre Batista, que propôs a ação, "é como se o governo federal estivesse se financiamento imediatamente com o dinheiro do consumidor".

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Vale lembrar que o TCU também marcou para esta quarta-feira uma reunião onde irá pautar e definir sobre a liminar que suspende temporariamente o leilão.

Segundo Jô Moraes, técnicos e assessores do TCU já deram a entender que nesta decisão terá que ser liberado o leilão, já que as providências relativas à defesa do consumidor estariam sendo tomadas pelo governo federal quando da venda das quatro usinas da estatal.

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Delegação

Um grande contingente de representantes dos mais diversos setores de Minas Gerais participou das reuniões voltadas a barrar a venda das usinas da estatal. Na manhã, a delegação foi recebidas por Jô Moraes na sala da vice-presidência da Câmara, do deputado Fábio Ramalho, para organizar a verdadeira maratona que marcou o dia em Brasília.

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Participaram das articulações, entre outros, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adalclever Lopes (PMDB) e representantes da bancada estadual; o presidentes da Cemig, Bernardo Alvarenga; o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, Olavo Machado; o secretário de Governo de Minas, Odair Cunha; a Central Única dos Trabalhadores (CUT); a Central Geral dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), movimentos sociais e populares, além de parlamentares federais.

 

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