Deputados criticam aprovação de reforma: “ataque aos trabalhadores”
Os deputados estaduais Dr. Santana (PT), Carlos Felipe (PCdoB) e Ferreira Aragão (PDT) fizeram duras críticas à aprovação da reforma Trabalhista pela Câmara dos Deputados. Para o petista, a medida representa um ataque ao trabalhador brasileiro. Ele citou, como exemplo, a previsão de que o negociado coletivamente prevaleça sobre o legislado. "Isso é rasgar a legislação brasileira, colocar o trabalhador vulnerável a mercê da crueldade, da perversidade do patrão opressor", disse, convocando a população a participar da greve geral desta sexta-feira (28)
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Ceará 247 - Deputados estaduais criticaram, nesta quinta-feira (27), a aprovação da reforma Trabalhista pra Câmara dos Deputados na noite de ontem. Na avaliação de Dr. Santana, a medida representa um ataque ao trabalhador brasileiro. Ele citou, como exemplo, a previsão de que o negociado coletivamente prevaleça sobre o legislado. “Isso é rasgar a legislação brasileira, colocar o trabalhador vulnerável a mercê da crueldade, da perversidade do patrão opressor”, avaliou.
Dr. Santana defendeu a participação da população na greve geral convocada para esta sexta-feira (28/04). “E tinha que ser por tempo indeterminado até derrubar esse governo”, sugeriu.
Para ele, os direitos estão sendo ameaçados pela Câmara dos Deputados, que ele disse considerar ilegítima. “Pelo menos 70% dela é fruto do financiamento da Odebrecht. Não tem moral e nem autoridade política para fazer essas mudanças. Nós queremos um novo Congresso, uma nova Constituição”, solicitou.
Além disso, o parlamentar fez críticas ao presidente Michel Temer. Segundo Dr. Santana, além de ter dado um “golpe”, o chefe do Executivo viola conquistas históricas. “(Está) transformando o trabalhador em mercadoria barata, desorganizando sindicatos, criando representações ilegítimas nas fábricas, pelegos que não irão defender direitos dos trabalhadores”, alertou.
O deputado Carlos Felipe (PCdoB) lamentou que o trabalhador não tenha o que comemorar no dia 1º de maio, frente a uma das maiores crises já enfrentada pelo País, com altos índices de desemprego. O parlamentar reforçou as críticas em relação à reforma trabalhista. “Ontem, foram mais de 100 artigos da legislação atual modificado. Isso nos preocupa”, comentou.
Já Ferreira Aragão (PDT) disse que a proposta é um duro golpe às conquistas históricas da classe trabalhista. O deputado questionou os argumentos favoráveis à reforma e destacou o posicionamento do seu partido na votação. “Dizem que a reforma vai facilitar a relação entre patrão e empregado, que vai melhorar as condições de empregabilidade, mas não vejo desta forma, pois entendo que vai haver uma retirada de direitos significativos e muito valiosos dos trabalhadores”, salientou Ferreira Aragão.
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