Deputado critica demora do MP em caso do metrô

Denúncias de irregularidades em contratos com empresas multinacionais, envolvendo também a CPTM, estão no Ministério Público de São Paulo desde 2008; "Há letargia do MP estadual de não fazer investigação como deveria. Ainda não entendemos o porquê da demora na investigação dos casos", criticou o deputado estadual paulista Luiz Cláudio Marcolino (PT)

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Rede Brasil Atual - O deputado estadual paulista Luiz Cláudio Marcolino (PT) afirmou, em entrevista à Rádio Brasil Atual, que o Ministério Público (MP) Estadual demora a agir no caso das manipulações dos contratos de licitação na compra de equipamentos ferroviários pela CPTM e pelo Metrô de São Paulo, que veio à tona no início do mês com a denúncia da multinacional Siemens.

"A impressão é que foi montada estrutura de corrupção entre a empresa Siemens e a Alston, que é outra empresa que opera no Metro e CPTM, inclusive com repasses a executivos importantes do estado. E ao mesmo tempo, viemos fazendo denúncias desde 2008 de irregularidades em contratos e não apuradas pelo MP estadual ou pelo Tribunal de Contas do Estado."

Segundo ele, a ação do Ministério Público é lenta. "Há letargia do MP estadual de não fazer investigação como deveria. Ainda não entendemos o porquê da demora na investigação dos casos".

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O deputado ressalta que a bancada do PT fez tentativa instalação de três Comissões Parlamentares de Inquéritos na Assembleia Legislativa de São Paulo. "Nunca conseguimos instalar porque a base do governo e os partidos da base se recusaram a assinar pela criação da comissão."

Segundo ele, há agora um fator favorável à criação da CPI. "Tem uma empresa que denuncia que fez uma prática de cartel, e agora seria inadmissível que a bancada do governo da Assembleia não assine pela CPI. Quando a empresa vai a público e fala que manipulou contratos de licitação do governo do estado, há que trazer a público que houve desvio de dinheiro."
Corrupção no metrô

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A multinacional alemã Siemens relatou na semana passada a autoridades antitruste brasileiras a formação de cartel em licitações referentes a linhas ferroviárias e metroviárias de São Paulo e Distrito Federal.

O cartel envolveria outras multinacionais, como a francesa Alstom, a canadense Bombardier, a espanhola CAF e a japonesa Mitsui, além da própria Siemens, que se comprometeu a colaborar com as investigações.

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Segundo investigações de 2008, a filial suíça da multinacional Alstom usou empresas sediadas em paraísos fiscais e conta de doleiros brasileiros. A bancada do PT levantou dados em que a Alstom teria firmado 139 contratos com governos do PSDB, totalizando uma quantia de R$ 7,5 bilhões.

Os contratos envolvem o Metrô, a Companhia Energética de São Paulo (Cesp), a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), a Eletropaulo e Sabesp, entre outras empresas.

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No caso da Siemens, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) fechou um acordo que pode garantir a isenção da empresa e dos executivos. Pelo acerto, o Cade concentra os dados e repassa ao Ministério Público o material para as investigações.

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