Deputada sugere que Ministério da Justiça controle a PF
A deputada federal Jô Moraes (PCdoB) defendeu nesta quarta-feira que o Ministério da Justiça tenha o controle da Polícia Federal; "Uma polícia que não pode se transformar em fascismo", afirmou a deputada no plenário da Câmara, convidando seus pares "que defendem a democracia e a universidade" a irem ao ministro "exigir que tenha o controle da corporação"; a deputada prestou solidariedade à comunidade acadêmica da Universidade Federal de Minas diante da condução coercitiva do reitor, Jaime Arturo Ramirez
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Minas 247 - A deputada federal Jô Moraes (PCdoB/MG) defendeu nesta quarta-feira que o Ministério da Justiça tenha o controle da Polícia Federal. "Uma polícia que não pode se transformar em fascismo", afirmou a deputada no plenário da Câmara, convidando seus pares "que defendem a democracia e a universidade" a irem ao ministro "exigir que tenha o controle da corporação".
A manifestação de Jô Moraes se deu ao prestar solidariedade à comunidade acadêmica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) diante da condução coercitiva do reitor, Jaime Arturo Ramirez, da vice-reitora Sandra Regine Goulart Almeida, do presidente da Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa (Fundep), Alfredo Gontijo Oliveira, e duas funcionárias da entidade, além de duas ex-vice-reitoras, nesta manhã.
Eles foram levados para prestar esclarecimentos nas investigações sobre a construção e implantação do Memorial de Anistia Política do Brasil. Memorial que é financiado pelo Ministério da Justiça e executado pela UFMG. As investigações integram a operação "Esperança Equilibrista".
Acinte
Segundo Jô, "a Operação da Polícia Federal é um acinte a todos aqueles que foram perseguidos pela ditatura quando tem a desfaçatez de ser chamada de Esperança Equilibrista". Trata-se de uma referência à música "O bêbado e a equilibrista" de João Bosco e Aldir Blanc, e considerada o 'hino dos anistiados'.
Jô também observou que "os reitores presos têm endereço, CPF. E são encontrados cotidianamente trabalhando em suas instituições".
A UFMG emitiu nota informando que a investigação tramita em sigilo, razão de não se manifestar sobre os fatos. Mas ressalvou que "dada a transparência com que lida com as questões de natureza institucional, torna público que contribuirá, como é sua tradição, para a correta, rápida e efetiva apuração do caso específico".
Também ex-reitores da UFMG manifestaram, em comunicado, apoio aos dirigentes da universidade levados para prestar esclarecimentos sobre as obras. E dezenas de professores e servidores da universidade também foram até a sede da Polícia Federal, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, para protestar contra o ocorrido.
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