Deputada faz representação contra excessos da PF na UFMG
A deputada Jô Moraes (PCdoB) protocolou nesta quinta-feira no Ministério Público Federal uma representação contra a Polícia Federal pedindo instauração de inquérito para apurar "o excesso e o intuito de promover o espetáculo e a humilhação pública"; ela se refere à 'Operação Esperança Equilibrista', deflagrada ontem pela PF, em Belo Horizonte, por meio da qual foram conduzidos coercitivamente o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Jaime Arturo Ramirez; "Não é contra a Polícia Federal e suas investigações", mas sua "indignação decorre dos excessos promovidos, e não com a instituição Polícia Federal"
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Minas 247 - A deputada federal Jô Moraes (PCdoB) protocolou nesta quinta-feira no Ministério Público Federal uma representação contra a Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais pedindo instauração de inquérito para apurar "o excesso e o intuito de promover o espetáculo e a humilhação pública".
A comunista se refere à 'Operação Esperança Equilibrista', deflagrada ontem pela PF, em Belo Horizonte, por meio da qual foram conduzidos coercitivamente o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Jaime Arturo Ramirez, a vice-reitora, Sandra Regina Goulart Almeida, e o presidente da Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa (Fundep), Alfredo Gontijo de Oliveira.
A operação foi deflagrada para apurar suposto desvio de R$ 4 milhões em recursos públicos na construção do Memorial da Anistia Política do Brasil.
Forças antidemocráticas
Na representação, Jô Moraes deixa clara a necessidade de que se investiguem todos os fatos, apontando ainda que sua ação "não é contra a Polícia Federal e suas investigações, sendo esta uma instituição da maior importância para a manutenção do Estado Democrático de Direito, consagrado em nossa Constituição Cidadã de 1988". Mas que sua indignação decorre dos "excessos promovidos, e não com a instituição Polícia Federal".
Respaldando seu posicionamento, a parlamentar faz referência ao "trágico suicídio do ex-reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier de Olivo, que havia sido preso arbitrariamente pela PF, na Operação Ouvidos Moucos".
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