Depois de muito tentar, Cid complica projeto de Campos
Integrantes da Executiva Nacional do PSB deverão discutir, em breve, a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), à Presidência da República a pedido do chefe do Executivo cearense, Cid Gomes, que junto com o irmão, Ciro, são contrários ao projeto nacional da legenda; caso sejam derrotados em suas intenções os Gomes podem deixar o PSB, o que poderia levar o partido a um racha e complicar os planos de Eduardo Campos na região em que ele possui o seu makior capital político: o Nordeste
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PE247 – Integrantes da Executiva Nacional do PSB deverão discutir, em breve, a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), à Presidência da República a pedido do chefe do Executivo cearense, Cid Gomes, que também é presidente do PSB naquele Estado. O pedido do gestor cearense terá de passar pelo aval de Campos, que preside o partido nacionalmente. E, curiosamente, Cid e o seu irmão Ciro Gomes são as principais vozes contrárias dentro do PSB à candidatura do gestor pernambucano.
Assim como Eduardo Campos, Cid Gomes também defende a discussão sobre as eleições presidenciais 2014 apenas no próximo ano. Porém, pela repercussão que vem tendo o projeto do governador de Pernambuco junto a várias lideranças políticas e ao setor empresarial, o gestor cearense, defensor da reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), busca saber logo qual será o posicionamento da legenda como um todo. “O assunto já está no mundo e é importante que o partido tenha uma posição oficial sobre isso", declarou Cid Gomes, segundo o jornal Diário do Nordeste. Campos vem usando a estratégia de não romper imediatamente com o governo da presidente Dilma, onde o PSB integra a base aliada. A expectativa é que este rompimento aconteça provavelmente em setembro, algo que a solicitação de Cid poderá precitar, atrapalhando o planejamento desenhado pelo partido.
O pedido de Cid Gomes acontece pouco antes do PSB levar ao ar, nesta quinta-feira (25), mais uma inserção partidária. Com dez minutos, a propaganda institucional terá o reforço do slogan “É possível fazer mais”, que vem sendo empregado por Campos como uma crítica velada ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Resta saber como o PSB irá administrar a situação imposta pela ala cearense do partido, uma vez que a animosidade de Cid e seu irmão, o ex-ministro Ciro Gomes, com o correligionário pernambucano é crescente.
Como os Gomes defendem abertamente a manutenção da aliança do PSB com o PT e são contra o lançamento de uma candidatura própria, não se descarta a possibilidade de que eles abandonem a sigla caso sejam derrotados em suas intenções de discutir a candidatura de Eduardo. Caso esta avaliação se mostre verdadeira, a legenda poderá rachar, complicando o projeto nacional do partido justamente na Região em que detém o seu maior capital político: o Nordeste.
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