Depois da traulitada, o troco de João da Costa
Depois de levar mais um sabão do correligionário e candidato derrotado nas eleições para a Prefeitura do Recife, o senador Humberto Costa (PT), o atual gestor, João da Costa, deu o troco; Apontado por Humberto como o maior responsável pela derrota, João da Costa reagiu e disse que os fatores que levaram o PT a perder o comando da capital pernambucana após 12 anos de gestão são fundamentados em outras questões; Em meio a troca de acusações, a necessidade de repensar o Partido dos Trabalhadores fica cada vez mais distante
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Paulo Emílio_PE247 - Depois de “descascar” pela milésima vez o atual prefeito do Recife, João da Costa (PT), o senador petista e candidato derrotado no pleito municipal 2012, Humberto Costa, recebeu o troco. Apontado pelo correligionário como o maior responsável pela perda da disputa à Prefeitura do Recife por não ter feito uma boa gestão, além de ter apoiado veladamente o rival Geraldo Julio (PSB), João da Costa reagiu e disse que os fatores que levaram o PT a perder o comando da capital pernambucana após 12 anos de gestão são fundamentados em outras questões que vão além do debate eleitoral.
“Não adianta só querer buscar nos outros os problemas, a gente tem que assumir o papel. É uma declaração de que os problemas foram só dos outros, mas tiveram protagonistas principais. A gente não resolve os problemas da política excluindo o problema, mas tratando de resolvê-lo. Se houve problemas de falta de unidade do partido, eu não fui o candidato. Quem era o responsável por construir a unidade partidária era o candidato. Se ela não foi conseguida, será que foi só João da Costa o responsável?”, criticou João da Costa.
Apesar do tom, ele reconhece que o partido saiu desestruturado com o resultado das urnas no Recife e que será preciso repensar a legenda. Opinião semelhante também é compartilhada por Humberto costa e seu vice, o deputado federal João Paulo. O detalhe é que esta autocrítica não vai além das palavras.
João da Costa chegou ao cargo que ocupa com as bênçãos do ex-prefeito e hoje deputado João Paulo. Romperam ao longo do mandato e a questão ficou pessoal, além de política. Humberto e João Paulo sempre brigaram em torno do comando central da legenda no Recife. Impedido de se candidatar à reeleição pela Executiva Nacional, que teria contado com uma forte pressão de João Paulo e de Humberto, João da Costa teve que engolir a candidatura Humberto Costa “goela abaixo”. Acabou sendo acusado pelo correligionário de ter feito uma administração pífia e de apoiar veladamente o socialista Geraldo Julio, que pôs fim a um domínio de 12 anos do PT à frente do executivo municipal.
Enquanto João Paulo credita o insucesso da campanha ao marketing ineficiente, ao próprio Humberto e até ao ex-presidente Lula (por não ter participado diretamente da campanha no Recife); Humberto tasca a responsabilidade em cima de João da Costa. Este por sua vez, critica a estratégia adotada, a negação de sua administração pelos próprios correligionários, além de culpar Humberto e João Paulo. Enquanto trocam acusações uns contra os outros, a discussão para reunificar o partido vai ficando cada vez mais distante de se concretizar.
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