Dengue: Bahia lidera risco de epidemia no Brasil

O município com a maior taxa de infestação em todo o Brasil é Itabuna, que apresentou 18,4% dos imóveis com larvas do mosquito. Cafarnaum, com 12,1% é o quarto; de acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as cidades baianas reunem condições favoráveis à proliferação do vetor durante todo o ano

Dengue: Bahia lidera risco de epidemia no Brasil
Dengue: Bahia lidera risco de epidemia no Brasil (Foto: Agência Brasil)


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Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa) divulgado nesta terça-feira (27) pelo Ministério da Saúde revelou que 21 municípios baianos têm risco de epidemia de dengue. Entre 1.239 cidades estudadas, o estado da Bahia lidera a concentração de focos do mosquito.

O município com a maior taxa de infestação em todo o Brasil é Itabuna, que apresentou 18,4% dos imóveis com larvas do mosquito. Cafarnaum, com 12,1% é o quarto. São classificados como de risco os municípios que apresentam larvas do mosquito em mais de 3,9% dos imóveis pesquisados. É considerado estado de alerta quando a infestação está entre 1% e 3,9%. É o caso de Salvador, que apresentou índice de infestação de 2,1%.

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De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as cidades baianas reunem condições favoráveis à proliferação do vetor durante todo o ano, como o clima quente, presença dos quatro sorotipos do vírus e reserva de água em locais impróprios, motivado, sobretudo, pela seca.

"Estamos diante de uma epidemia urbana e, por isso mesmo, pedimos a população que reúna esforços para que consigamos conter a proliferação do mosquito e, consequentemente, da doença", disse o ministro, reforçando o mote da campanha desse ano, cujo slogan é "Dengue é fácil combater, só não pode esquecer".

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"O estado, infelizmente, apresenta uma situação que favorece o risco de epidemia, afinal os quatro sorotipos da doença estão presentes", pontua a coordenadora do Grupo de Trabalho do Programa Estadual de Combate à Dengue, Elisabeth França, em matéria publicada no Correio*.

Ela ressalta que a população já enfrentou, em vários momentos, as infecções causadas por um ou outro sorotipo, fato que sensibiliza ainda mais o organismo, favorecendo o aparecimento do tipo hemorrágico.

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"Temos, ainda, problemas estruturais graves, como municípios densamente povoados e problemas históricos de abastecimento de água e coleta de lixo", explica.

Associado a esses fatores, a representante do estado destaca uma dificuldade na mudança da cultura das populações que acham que a doença está distante. "Já encontramos foco da doença nos locais mais inusitados, desde em copo para dentadura, geladeira, bromélias", diz a coordenadora. Com informações do Correio.

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