Demóstenes tenta retomar mandato no Senado nesta semana

O procurador de Justiça Demóstenes Torres entra nesta terça-feira (11) com petição junto ao Senado para pedir a anulação do processo que cassou seu mandato, além da reversão da sua inelegibilidade; principal argumento do documento é que as interceptações telefônicas realizadas durante as operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, e as provas derivadas delas, foram invalidadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF); Demóstenes vai se filiar ao PTB, de Jovair Arantes, na próxima semana

Depoimento do Senador Demóstenes Torres no Conselho de Ética do Senado.
Depoimento do Senador Demóstenes Torres no Conselho de Ética do Senado. (Foto: José Barbacena)


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Goiás 247 - O procurador de Justiça Demóstenes Torres entra nesta terça-feira (11) com petição junto ao Senado para pedir a anulação do processo que cassou seu mandato, além da reversão da sua inelegibilidade. Ele teve o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar, acusado de usar o cargo para favorecer o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em julho de 2012.

De acordo com informações do jornal O Popular, a petição tem como base o parecer elaborado pelo jurista Lênio Luiza Streck, advogado e membro da Academia Brasileira de Direito Constitucional.

O principal argumento do documento é que as interceptações telefônicas realizadas durante as operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, e as provas derivadas delas, foram invalidadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Tais provas motivaram a representação do PSOL pela cassação de Demóstenes.

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O parecer, de 45 páginas, aponta que a tese da defesa de ilicitude das provas não foi considerada e que a decisão do Senado pela cassação não pode prevalecer diante da decisão do STF.

“O grande problema que ora se coloca perante o Senado Federal é que essas mesmas provas emprestadas – agora declaradas ilícitas pelo STF – constituíram o ponto de partida e próprio núcleo de todo processo administrativo disciplinar que resultou na perda de mandato parlamentar”, diz o parecer.

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O texto ainda trata de inelegibilidade de forma isolada e propõe, caso o Senado não revogue a cassação, o reexame da inelegibilidade a partir da decisão que beneficiou a ex-presidente Dilma Rousseff em 2016. Se o Senado rejeitar a apreciação do pedido, cabe ainda entrar com uma reclamação no STF.

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