Demissão de Mayrant na Secult pode ser 1ª de muitas
Segundo fonte do 247, a exoneração do escritor Mayrant Gallo da Diretoria do Livro e da Leitura (DLL), da Fundação Pedro Calmon, faria parte de um plano para afastar do órgão vinculado à Secult pessoas da influência do falecido professor Ubiratan Castro e transferir para a Funceb as atribuições da DLL
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Bahia 247
Depois da perda do seu diretor geral, o historiador Ubiratan Castro, falecido no início do ano, a Fundação Pedro Calmon (FPC), órgão vinculado à Secretaria de Cultura do Estado, acaba de sofrer outro revés. Desta vez com a exoneração do escritor Mayrant Gallo, da Diretoria do Livro e da Leitura (DLL).
A decisão do secretário Albino Rubim de demitir Mayrant causou mal estar entre colegas da Fundação Pedro Calmon (FPC) e surpreendeu os meios literários e intelectuais. O trabalho do escritor vinha sendo reconhecido, sobretudo, pela promoção do livro e da leitura, bem como de resgate da literatura baiana e valorização de novos autores, através de editais e prêmios literários.
Provocou também estranheza a justificativa do secretário. Rubim alegou "incompatibilidade" de Mayrant Gallo com a Secult. Segundo fonte do 247, a exoneração do escritor faria parte de um plano para afastar da FPC as pessoas da influência do professor Ubiratan Castro e transferir para a Funceb as atribuições da DLL.
"Daí o seu crescente esvaziamento, que passaria também por alijar a diretoria das discussões sobre a próxima Bienal do Livro da Bahia, como já vem acontecendo", diz a fonte. Mayrant Gallo não quis comentar sua exoneração.
Ele é autor, entre outras obras, de 'O inédito de Kafka (Cosac Naify, 2003)'. Uma de suas conquistas na Secult foi conseguir que a Record doasse ao governo do estado 160 mil livros do catálogo geral da editora.
Embaladas em 400 kits, cada um com 400 títulos, as obras dos mais variados autores brasileiros e da literatura universal foram entregues a bibliotecas estaduais, municipais, comunitárias e Pontos de Leituras de mais de 300 municípios baianos.
Mayrant Gallo criou também a coleção Estante de Bolso, que já publicou Elieser Cesar (A guerreira da Lapinha), Damário Dacruz (Todo risco), Cuíca de Santo Amaro (A verve de Cuíca de Santo Amaro), Herberto Sales (O automóvel) e, em breve, publicará o cordelista Antônio Barreto.
Foi ele também que idealizou o Prêmio Hera de Publicação, o Prêmio Damário DaCruz de Poesia e ajudou o professor Ubiratan Castro, de quem era estreito colaborador, a formatar Prêmio Nacional de Novelas Históricas com os temas A Sabinada, O Dois de Julho, A revolta dos malês, a Revolta dos Búzios e A Guerra de Canudos.
As obras vencedoras devem ser anunciadas na segunda quinzena de março e vão enriquecer o acervo de obras reflexivas sobre estes importantes temas históricos da Bahia, inclusive no âmbito da Educação, tão solapada no Estado.
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