DEM está de olho na Prefeitura de Goiânia
Candidato oficial é o deputado Nilo Resende (C), mas Anderson Máximo é a alternativa para o discurso do ‘novo’ e o vice-governador, José Eliton (E) o nome que pode mexer com a política goiana
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Goiás 247 – O DEM tem um candidato oficial à Prefeitura de Goiânia e dois outros nomes à parte. O oficial é o mais improvável. O deputado estadual Nilo Resende já se apresentou para a disputa, porém o fez mais como ‘soldado do partido’, já que em nenhum levantamento e em nenhuma roda de articulação para o ano que vem ele é mencionado. Os outros dois nomes são o procurador Anderson Máximo e o vice-governador José Eliton Júnior.
Máximo tem conversado muito com movimentos sociais e associações. Tem bom trânsito e um nome que arranca elogios pela trajetória pessoal, até agora sem envolvimento político a não ser a filiação. É o ‘novo’ em um DEM abalado pelos efeitos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que prendeu o contraventor Carlinhos Cachoeira e manchou a reputação do senador Demóstenes Torres, ex-filiado.
Eliton é filho de um político tradicional do norte/nordeste goiano. Já assumiu o governo por três vezes, durante viagens do titular, Marconi Perillo (PSDB), ao exterior, e presidiu a Celg. Tem coragem e disposição. Quer construir carreira política e tem pressa.
Um fato que distingue ainda José Eliton é que uma candidatura dele em Goiânia cumpriria uma missão estratégica para ele e para o presidente da legenda no Estado, deputado federal Ronaldo Caiado. Ela abriria caminho para Caiado buscar em 2014 ou o Senado ou o governo estadual.
José Eliton seria candidato do DEM mais do que o candidato de Marconi Perillo. Porém inegavelmente Marconi teria de apoiá-lo ou ficar distante do embate, caso seu partido ou outros aliados também lancem nomes.
Fato relevante é que a eleição de Eliton faria do presidente da Assembleia Legislativa o ‘vice’ do governador. Hoje, o presidente é o tucano Jardel Sebba. Mas Jardel quer ser candidato a prefeito de Catalão, e há acordo de bastidores na Casa para que o seu sucessor seja novamente Helder Valin (PSDB).
Como isso mexeria no tabuleiro político do Estado? Uma incógnita. Talvez seja o caso de dizer que seria mais uma sacudida.
A presença de um candidato do DEM fortalecido na disputa funcionaria ainda como um fato curioso. Do outro lado estará o PT, com o atual prefeito, Paulo Garcia, com o PMDB na vice.
A guerra teria ingredientes nacional acima da média. Isso para se dizer o mínimo.
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