Delator indica propina para Alckmin por meio de obra da Sabesp

Mais um delator da Odebrecht acusa o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), de ter recebido propina da empreiteira; planilhas apresentadas por Benedicto Junior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, indicam pagamentos ilícitos relacionados a uma obra de saneamento em Praia Grande, no Litoral Sul do estado, para a campanha a reeleição do tucano; um dos documentos comprova o pagamento de R$ 1,5 milhão no dia 5 de agosto de 2014 para MM Partido; Benedicto disse que no “setor de operações estruturadas da Odebrecht”, o setor de propina, as iniciais são o codinome de Marcos Monteiro, na época, tesoureiro da campanha de Alckmin à reeleição

Geraldo Alckmin
Geraldo Alckmin (Foto: Giuliana Miranda)


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SP 247 - Uma obra contratada pela Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) apareceu nas delações de colaboradores da empreiteira Odebrecht. Planilhas apresentadas pelo delator Benedicto Junior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, indicam pagamentos ilícitos relacionados a uma obra de saneamento em Praia Grande, no Litoral Sul do estado, para a campanha a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Os documentos fazem referência ao chamado “emissário submarino”. Trata-se de um sistema de canos que leva o esgoto tratado para o alto mar.
No site da construtora, uma notícia de 2007 celebra o fechamento do contrato e anuncia que o projeto, contratado pela Sabesp, seria concluído em três anos. Na Praia Grande, a tubulação começou a operar em 2010.

As informações são do SP TV, da rede Globo.

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"Um dos documentos comprova o pagamento de R$ 1,5 milhão no dia 5 de agosto de 2014 para MM Partido. Benedicto disse que no “setor de operações estruturadas da Odebrecht”, o setor de propina, as iniciais são o codinome de Marcos Monteiro, na época, tesoureiro da campanha do governador Geraldo Alckmin (PSDB) à reeleição.

Nesta terça, durante um evento de concessão de rodovias, Alckmin comentou o aparecimento do nome da Sabesp nas delações da Odebrecht. Ele disse que a obra do emissário da Praia Grande foi feita antes que ele assumisse o governo. 'Não tem nenhuma procedência a informação. Aliás, é preciso ter cuidado com delação. Tem muita coisa que não tem nada, não tem nem relação uma coisa com outra', disse.

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Em outra planilha há mais um pagamento de R$ 300 mil realizado uma semana mais tarde, no dia 12 de agosto, para o codinome Benzedor. Segundo Benedicto, a identidade de Benzedor é o deputado federal João Paulo Papa (PSDB), que foi prefeito de Santos, diretor da Sabesp e estava em campanha para a Câmara na época."

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