Del Nero, da CBF, chefia corrupção no futebol, aponta delator do caso Globo

O delator Alejandro Burzaco, que denunciou as propinas da Globo para garantir direitos exclusivos de transmissão do futebol brasileiro, apontou o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Marco Polo del Nero, como chefe do esquema de corrupção, mesmo na época em que a entidade era presidida por José Maria Marin; Burzaco comparou a divisão de poder no futebol brasileiro a uma monarquia, em que existe o rei (Marin), mas quem manda é o Presidente (Del Nero); desde que Marin foi preso, Del Nero evita sair do Brasil para não ter o mesmo destino

Presidente da CBF, Marcopolo Del Nero, na sede da CBF 5/5/2015 REUTERS/Ricardo Moraes
Presidente da CBF, Marcopolo Del Nero, na sede da CBF 5/5/2015 REUTERS/Ricardo Moraes (Foto: Leonardo Attuch)


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247 – O delator Alejandro Burzaco, que denunciou as propinas da Globo para garantir direitos exclusivos de transmissão do futebol brasileiro, apontou o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Marco Polo del Nero, como chefe do esquema de corrupção, mesmo na época em que a entidade era presidida por José Maria Marin.

Burzaco comparou a divisão de poder no futebol brasileiro a uma monarquia, em que existe o rei (Marin), mas quem manda é o Presidente (Del Nero). "Del Nero quase sempre estava junto", disse ele.

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Desde que Marin foi preso, Del Nero evita sair do Brasil para não ter o mesmo destino.

A Globo, por sua vez, tem sido acusada de pagar propinas a dirigentes da Fifa e de entidades como a CBF e a Conmebol (leia mais aqui).

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Por meio de sua assessoria de imprensa, Del Nero se defendeu:

"Com referência à citação feita à sua pessoa pelo delator premiado Alejandro Burzaco na Corte de Justiça do Brooklin, New York, EUA, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, vem a público esclarecer que nega, com indignação , que tivesse conhecimento de qualquer esquema de corrupção supostamente existente no âmbito das entidades do futebol a que se referiu.

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As investigações levadas a efeito naquele país não apontaram qualquer indício de recebimento de vantagens econômicas ou de qualquer outra natureza por parte do atual presidente da CBF.

Igualmente, o que ali ficou apurado foi que os contratos sob suspeita não foram por ele assinados nem correspondem ao período de sua gestão na presidência da CBF.

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Por fim, reafirma que nunca participou, direta ou indiretamente, de qualquer irregularidade ao longo de todas atividades de representação que exerce ou tenha exercido."

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