Decisões da CPI expõem disputa partidária

PMDB desconta no governador Agnelo Queiroz (PT-DF), convocado nesta quarta-feira para depor, a decisão dos petistas de investigar a Delta em nível nacional; Marconi Perillo (PSDB-GO) foi convocado por unanimidade, mas Sérgio Cabral (PMDB-RJ) escapou, e graças aos votos do PSDB; embaralhou tudo na CPI do Cachoeira

Decisões da CPI expõem disputa partidária
Decisões da CPI expõem disputa partidária (Foto: Edição/247)


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247 – PT e PMDB entraram juntos na CPI do Cachoeira. Mas, graças a uma sucessão de decisões conflitantes na comissão, parecem ter rachado de vez. Depois de os petistas terem apoiado, na terça-feira 29, a quebra de sigilo da Delta Construções em nível nacional – que pode levar à implicação do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), nos negócios da empreiteira –, os peemedebistas descontaram no governador do DF, Agnelo Queiroz, convocado nesta quarta-feira 30 para depor.

O que os petistas aparentemente não esperavam era que o PSDB, que não se opôs à convocação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), acabasse se tornando o responsável por evitar a ida de Sérgio Cabral para a CPI. Cabral ficou de fora graças aos votos de três dos cinco parlamentares do PSDB – a votação ficou em 17 contra e 11 a favor.

Caso os três membros do PSDB tivessem votado pela convocação de Cabral, caberia ao presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), definir a questão – para não se comprometer, ele poderia acabar convocando o correligionário. A suspeita de acordo foi apontada pelo líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP). Ele disse que PMDB e PSDB "fizeram um acordo claro" para livrar Cabral, apesar de representantes de seu partido também terem votado a favor da liberação do governador do Rio.

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O líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE), negou o acerto. "Cabral não foi chamado por um motivo apenas: não teve seu nome diretamente ligado a Cachoeira. Se isso acontecer no futuro, vamos pedir que ele venha", disse, numa clara mudança de discurso, já que, no início de maio, o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) informava o protocolo de um pedido de convocação de Cabral.

O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), evitou falar em acordo, mas avisou: "mesmo aqueles que não foram chamados desta vez podem ser chamados no futuro". Devido à abertura do sigilo da Delta em nível nacional, a convocação de Cabral pode acabar ganhando corpo. Isso se, até lá, PT e PMDB ainda não tiverem voltado a se entender.

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