'Decisão de Renan resgata a dignidade do Senado'

O presidente do Senado deixou de fazer a leitura da Medida Provisória que reduz o valor da conta de energia em razão do prazo exíguo para sua análise pela Casa; segundo a senadora Ana Amélia (PP-RS), o tema deveria constar como projeto de lei, o que daria agilidade e rapidez para seu exame no Congresso

'Decisão de Renan resgata a dignidade do Senado'
'Decisão de Renan resgata a dignidade do Senado' (Foto: Pedro França)


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Agência Senado - Em pronunciamento nesta quarta-feira (29), a senadora Ana Amélia (PP-RS) saudou decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros, que na sessão plenária da terça-feira (28) deixou de fazer a leitura da Medida Provisória (MP) 605/2013, quer reduz o valor da conta de energia de consumidores residenciais e de empresas.

O texto não foi lido em Plenário por Renan em razão do prazo exíguo – menos de sete dias – para sua análise pela Casa. O teor da MP 605/2013 será inserido na MP 609/2013, já em tramitação na Câmara, que trata de isenção tributária e concessão de subsídios referentes a produtos da cesta básica. A medida deverá chegar ao Senado em junho.

Ana Amélia disse que ficou feliz com a atitude de Renan, que, no seu entender, resgatou a dignidade da Casa ao cumprir com a promessa, feita anteriormente, de não votar medidas provisórias que chegassem da Câmara com menos de sete dias para apreciação pelo Senado.

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Ana Amélia disse ainda que a presidente Dilma Rousseff acertou ao propor a redução da tarifa de energia elétrica, mas observou que o tema deveria constar de projeto de lei, o que daria agilidade e rapidez para seu exame no Congresso.

- Não se trata de confronto com outro poder, temos respeito pela presidente Dilma. O que não pode é essa Casa ficar de cabeça baixa para todas as vontades do Executivo – afirmou.

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Em aparte, o senador Ruben Figueiró (PSDB-MS) cumprimentou Ana Amélia e também saudou a decisão de Renan, que, segundo ele, “soube zelar pelo prestigio do Legislativo.

Quimioterapia

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Em seu pronunciamento, Ana Amélia também saudou decisão da Agencia Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que incorporou teor de projeto de sua autoria, aprovado há dois anos no Senado e em tramitação na Câmara, que prevê a inclusão de quimioterapia oral para os clientes dos planos de saúde.

Pela decisão da ANS, os planos de saúde, a partir de janeiro de 2014, serão obrigados a oferecer 36 medicamentos orais usados em casa para o tratamento do câncer. Atualmente, disse Ana Amélia, os planos de saúde só são obrigados a conceder o tratamento em ambulatórios. A proposta será submetida à consulta pública, de 7 de junho a 7 de julho, na página eletrônica da ANS na internet, informou a senadora. 

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