De prefeiturável a vereador

O ex-deputado federal e ex-ministro Raul Jungmann (PPS) fez o registro no TRE para a eleição ao cargo de vereador, mas não sabe se vai disputar; em nota, ele revelou os motivos para ainda não ter tomado a decisão

De prefeiturável a vereador
De prefeiturável a vereador (Foto: Divulgação)


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Raphael Coutinho _PE247 – Depois de iniciar o período de pré-campanha realizando trabalhos como possível candidato do PPS à Prefeitura do Recife, Raul Jungmann confirmou nesta quarta-feira (18) que realizou o registro de candidatura ao cargo de vereador no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Através de uma nota, o ex-deputado federal disse que tomou a decisão para poder obedecer aos prazos legais estipulados pela Lei, mas que ainda segue balançado em, de fato, disputar o pleito.

Uma das razões de Jungmann não ter ainda decidido por concorrer ao cargo seria uma “competição” entre ele e outros 53 nomes do PPS que já anunciaram a vontade de disputar a eleição. Segundo ele, “não é justo, agora, disputar votos com eles, que entraram na disputa para me ajudar-me a eleger prefeito”. Ao final da nota, Raul também revela as dificuldades em conseguir recursos para a campanha, já que “boa parte dos doadores são empresas de fora, fruto da atuação nacional como deputado”.

Confira na íntegra o documento:

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“Hoje cedo, a blogsfera anunciou minha candidatura a vereador. A razão era o pedido de registro da nossa candidatura no TRE. Esclareço:

O pedido atende aos prazos. Sem o registro, não se tem CNPJ, nem se abre conta bancária para receber doações. Passados quase 15 dias do início oficial da campanha, esse registro era imprescindível para poder concorrer, caso me decida a tal. Decisão que não tomei até agora por três motivos:

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1. Sou e sempre fui um candidato dito de “opinião”. Isto é, não tenho clientela, não distribuo favores, não vivo pendurado nas tetas do poder público ou governo de plantão. Em resumo não pratico a “velha política”. E eleição para vereador, dizem os entendidos, é para quem tem “clientes”, exercendo um papel que deveria ser dos governos. É possível e como superar isso? Estou pensando em alternativas.

2. Quando era candidato a prefeito, o PPS montou uma excelente chapa de candidatos a vereador, com 53 nomes. Não é justo agora disputar votos com eles, que entraram na disputa para me ajudar-me a eleger prefeito. Portanto, minha entrada terá que ter por meta tentar eleger-me exclusivamente com os meus votos. O que não é fácil. Ao contrário, é dificílimo, pelas características da eleição para a vereança.

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3. Recursos. Sempre eles. Não sou rico, não tenho padrinhos ricos, não roubo, nem deixo roubar dinheiro público, não trabalho com caixa dois. Boa parte dos meus doadores são empresas de fora daqui, fruto da minha atuação nacional como deputado, que tem nenhum ou pouco interesse num pleito para vereador do Recife. E uma campanha tem custos. Como obter um orçamento limpo, sem concessões, como sempre fiz, com doadores escassos? Estou buscando outros meios, inclusive de doação via internet.

Quero, ardentemente, contribuir para a melhoria do nosso Recife, e farei isso de um ou outro modo. Mas necessito de tempo para decidir. E esse tempo se esgota na próxima semana. Até lá, não sou candidato. Quando decidir, seja o que for que decidir, avisarei a todos vocês.”

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