De novo? Vereador quer aumento de 60% este ano
Menos de um ano depois de serem vencidos pelos protestos que tomaram conta de BH, parlamentares da cidade querem aprovar, ainda nesta legislatura, proposta de aumento que levará seus salários de R$ 9,2 mil para R$ 15 mil. “Nosso trabalho não é voluntário”, justifica o vereador Leonardo Mattos (PV), autor do projeto
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Minas 247 - No início deste ano, um protesto como há muito não se via tomou conta de Belo Horizonte. Inicialmente nas redes sociais, a população da cidade indignou-se contra o projeto que aumentava o salário dos vereadores em mais de 60%. A manifestação foi tão intensa que obrigou o prefeito Marcio Lacerda (PSB) a vetar o aumento; o veto, depois, foi aceito pela Câmara Municipal, também muito pressionada.
Pois menos de um ano depois, os parlamentares da capital mineira preparam nova proposta de aumento de 60% na remuneração. O projeto pode ser aprovado até o fim deste ano e levará os vencimentos de R$ 9,2 mil mensais para R$ 15 mil.
Ao jornal Estado de Minas, o vereador Leonardo Mattos (PV), adotou uma justificativa polêmica para o projeto que apresentou ao Legislativo: “Estamos desde 2006 sem reajuste. Vereador é gente, tem família e o nosso trabalho não é voluntário”.
O projeto de lei foi apresentado na sexta-feira passada (7/12) à Mesa Diretora da Câmara. “Apenas obedeci o que determina a Constituição Federal”, disse Mattos, lembrando que a Consituição prevê uma remuneração para vereadores equivalente a até 75% do que ganham os deputados estaduais.
Uma proposta original, que já tramitava no Legislativo de Belo Horizonte desde a semana passada, o reajuste não passaria de 40%. “Os constituintes (deputados e senadores responsáveis pela elaboração da Constituição Federal) erraram ao não determinar que o reajuste seria não só escalonado, mas automático”, criticou Mattos.
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