De hoje não passa
O maior imbróglio pré-eleitoral já vivido pelo PT em todo o país chegará ao fim nesta terça (5). A partir das 16h, a executiva nacional do partido começa, enfim, a definir quem será o representante da legenda na sucessão do Recife: o atual prefeito João da Costa e ou senador Humberto Costa
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PE247 – A partir das 16h desta terça-feira (5), a executiva nacional do PT começa a discutir, em São Paulo, o que já é considerado o maior imbróglio pré-eleitoral da legenda: os rumos do partido no Recife. Os 21 cardeais da sigla se debruçarão sobre as possibilidades de homologação da candidatura do prefeito João da Costa ou do lançamento da postulação do senador Humberto Costa, como aparente nome de consenso. No entanto, apesar de toda a importância da reunião, o seu resultado só será conhecido no dia seguinte. O presidente nacional da sigla, Rui Falcão – que integra o colegiado -, apenas anunciará a decisão que será tomada pelo grupo, em coletiva de imprensa, às 15h desta quarta-feira (6).
O nome do senador Humberto Costa surge como o preferido pelo comando nacional da legenda. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo não abrindo publicamente a sua opção, já deixou claro a interlocutores que quer ver o correligionário disputando novamente à Prefeitura do Recife. A maior liderança petista entende que a candidatura do parlamentar colocará um ponto final na acirrada disputa interna que vem ocorrendo na instância recifense do PT.
Humberto também seria o candidato preferencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). O socialista, além de não ser um dos maiores admiradores da gestão do prefeito João da Costa, enxerga na candidatura do senador uma possibilidade real de evitar um racha com o PT na sua própria sucessão, em 2014. O parlamentar é o nome natural petista para concorrer ao comando do Palácio do Campo das Princesas. Uma vez candidato, vencedor ou derrotado (se não vencer no Recife, não teria condições de buscar o governo estadual), Humberto deixaria o caminho livre para a continuação da aliança PSB e PT. E, caso leve a sucessão municipal, o petista ainda abriria uma vaga no Senado para os aliados, uma vez que o seu primeiro suplente é o ex-governador Joaquim Francisco (PSB).
Do lado do prefeito João da Costa, o fator Senado também conta. O gestor defendeu recentemente que o partido não pode abrir mão de um espaço “que lutou tanto para conquistar”, ainda mais para o ex-PFL, antiga sigla de Joaquim Francisco. O chefe do Executivo recifense ainda questiona se cabe contestação ao seu direito de disputar a reeleição. Ele avalia que tem condições reais, uma vez que está à frente dos oposicionistas nas intenções de votos aferidas, de renovar o mandato.
Porém, contra o ex-prefeito pesa o fato de, em três anos e meio, não ter conseguido resolver as pendências políticas do seu governo. João da Costa é visto, por muitos aliados, a exemplo do senador Armando Monteiro Neto (PTB), como alguém que não consegue aglutinar. E, para piorar a situação, o prefeito não conseguiu resolver a sua maior pendenga: a briga com o seu antecessor e ex-padrinho político, João Paulo (PT).
O questionamento sobre a viabilidade da candidatura à reeleição de João da Costa foi iniciado, publicamente falando, após o lançamento da pré-candidatura do secretário estadual de Governo, Maurício Rands, pela corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), em março. Rands e Costa disputaram prévias, anuladas pela judicialização do processo e, principalmente, por indícios de irregularidades. Uma nova disputa entre os dois foi marcada pela executiva nacional, mas com a possibilidade da celebração de um acordo como pano de fundo. Maurício abdicou da disputa para apoiar o nome do senador Humberto Costa, porém, o prefeito seguiu com sua postulação e se diz merecedor da homologação de seu projeto de reeleição. Toda essa celeuma, enfim, será encerrada hoje.
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