De acordo com o Banco do Brasil a demanda de créditos pessoais aumentou um 15,9% em relação ao ano passado

(Foto: Divulgação)


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Apesar de todos os obstáculos que surgiram com a pandemia provocada pelo Coronavírus, a demanda por diferentes tipos de créditos aumentou no último ano, e no último mês a taxa de juros média dos créditos para pessoas físicas reduziu alguns pontos e o índice de inadimplência de operações vencidas há 90 dias caiu.

O cenário econômico foi bastante afetado pelos efeitos provocados pela pandemia causada pelo novo Coronavírus, no entanto diferentes segmentos do sistema financeiro mostram um bom desempenho comparados com o primeiro semestre do 2019 e com o primeiro trimestre deste ano, segundo o que informou o Banco do Brasil no começo do mês. Uma considerável parte deste desempenho favorável é devida ao fato do crescimento da demanda de créditos, que mostrou um aumento de 5,1% nos últimos 12 meses.

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A demanda de empréstimos para Pessoa Física do Banco do Brasil aumentou 5,3% comparado com junho e, apesar da situação atual, a linha de Empréstimo Pessoal cresceu 15,9% desde julho do ano passado e a linha de Crédito Consignado evoluiu 14,6% no mesmo período. Da mesma forma as carteiras de crédito destinadas a Pessoas Jurídicas e para produtores rurais apresentaram um desenvolvimento positivo no último ano. 

Boa parte destes resultados se deve as adequações feitas pelo Banco do Brasil para poder enfrentar os efeitos da pandemia sem afetar negativamente seus clientes. Uma dessas medidas foi a possibilidade de renegociar dívidas adquiridas e prorrogar o pagamento das parcelas por até 6 meses no caso de Pessoa Física e 4 meses no caso de Pessoa Jurídica. Com essas medidas, entre março e junho deste ano mais 1,7 milhão de operações foram prorrogadas somente nesta instituição. 

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Além do desempenho positivo das carteiras de crédito, também houve uma leve contração no índice de inadimplência, em relação às operações vencidas há mais de 90 dias (2,84% em junho). Esta percentagem é menor à indicada pelo Sistema Financeiro Nacional que era de 2,90% e que anima as perspectivas do setor e consequentemente de outros setores. 

Quais são as Taxas de Juros dos empréstimos atualmente?

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Não só é importante o aumento da demanda de créditos, também deve ser considerado o impacto do endividamento das famílias ao contratar um crédito. Mensalmente o Banco Central informa as taxas de juros médias oferecidas pelas diferentes instituições financeiras habilitadas, para que qualquer pessoa possa consultar e ter um valor de referência. Tendo em conta os empréstimos preferidos pelos brasileiros, até os primeiros dias deste mês as taxas dos consignados estavam entre 9,14% e 66,69% ao ano, e a taxas dos empréstimos pessoais estavam entre 8,73% a.a. e chegam até 1.618,10% a.a.

Em outras palavras, considerando um empréstimo consignado de R$ 3000 para pagar em 12 parcelas com uma taxa de 66,69% a.a. as parcelas serão de R$ 326,18 e R$ 914,16 de juros, o valor total da dívida é de R$ 3.914,16. No entanto, se considerarmos uma taxa de juros de 153,18% a.a. de um Crédito Pessoal pela mesma quantia, com condições similares a dívida será de R$ 4.789,44, sendo R$ 1.789,44 de juros. Quanto maior é a taxa mais caro fica o empréstimo e maiores são os riscos para o cliente em caso de não poder arcar com os custos nos prazos estabelecidos.

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Ainda assim é alentadora a Nota para a Imprensa de Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgada nos últimos dias de julho pelo Banco Central. Entre outras informações, indica que a taxa média de juros dos empréstimos oferecidos para as famílias em junho foi de 40,7% a.a., mostrando uma redução de 2,2 pontos percentuais a respeito do mês anterior. É um valor alto para os orçamentos familiares, mas entre tanta oferta é uma boa média. 

Qual crédito convém contratar?

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É fundamental selecionar os empréstimos pessoais mais convenientes e não contratar a primeira opção oferecida. Um dos principais fatores a ter em conta é o Custo Efetivo Total da operação, valor que inclui o capital emprestado e as taxas cobradas. Este valor deve estar indicado no contrato e ser verificado antes de confirmar qualquer compromisso. Apesar de que hoje em dia as instituições financeiras oferecem importantes prazos de carência e várias parcelas, deve ser considerado o valor total da dívida e quais serão as condições que teremos no futuro para evitar maiores gastos com os interesses por pagar fora de término. 

Quem está precisando de dinheiro nestes momentos precisa avaliar muito bem todas as opções do mercado. Em geral, entre os créditos que não exigem garantias, os Créditos Consignados são os mais convenientes diante das linhas de Empréstimo Pessoal, pelas facilidades de contratação e pelas taxas oferecidas. Mas tudo depende do perfil do cliente, do histórico de pagamentos e da sua situação atual: quem não está negativado e depende de uma aposentadoria ou emprego público tem melhores condições e maiores facilidades no momento de contratação do que funcionários do setor privado, que pela situação atual está mais instável. 

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Outra alternativa que pode ser mais econômica para quem quer fazer um empréstimo são as propostas das novas fintechs e empresas que atuam no mercado financeiro e podem disponibilizar recursos sem ter muitos gastos, e consequentemente oferecer taxas mais baixas. Neste caso, o cliente deve escolher uma empresa de confiança e verificar que está devidamente autorizada para realizar este tipo de operação.

O atual cenário complicou a economia de muitos, mas antes de adquirir qualquer tipo de dívidas é importante analisar toda a situação, procurar renegociar dívidas para obter um prazo maior para o pagamento ou uma redução das parcelas, antes de contrair uma nova dívida, independentemente do bom desempenho que estão mostrando diferentes segmentos do sistema financeiro.

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De acordo com o Banco do Brasil a demanda de créditos pessoais aumentou um 15,9% em relação ao ano passado

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