DCM: bitcoin foi de brincadeira de cassino para maior ameaça econômica atual

O aspecto pantanoso foi denunciado mais recentemente pelo economista Joseph Stiglitz, ganhador do Prêmio Nobel de Economia, à rede americana Bloomberg. Em entrevista, afirmou: “A Bitcoin não serve a nenhuma função socialmente útil, e sem nenhum tipo de regulação por parte do governo, deveria ser proibida. Seu único motivo de sucesso vem de seu potencial para contravenções, falta de fiscalização”.

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O repórter Renato Bazan fez um texto bastante crítico sobre bitcoins no Diário do Centro do Mundo (DCM). Leia abaixo:

Há um fenômeno fantástico ocorrendo no jornalismo brasileiro na última semana: virou mania falar das tais Bitcoins. Nesse período, não houve um dia sequer em que nenhum dos canais de TV abordasse o tema.

O motivo desse despertar não é a sede pelo conhecimento nem o bom jornalismo econômico – muito pelo contrário, aliás. O motivo desse despertar é a valorização explosiva dessa moeda virtual, que apenas na última semana foi de 22,8%. O cheiro do dinheiro fácil sempre atrai igualmente especuladores e jornalistas no mercado financeiro.

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A superficialidade com a qual esse tema está sendo apresentado ao brasileiro é preocupante. Se até ontem a Bitcoin era apenas um fetiche hacker a ser operado por monitores verde-fósforo, hoje ela se tornou o centro de uma corrida do ouro maluca, uma “oportunidade de investimento” igual a qualquer outra operação financeira.

Enquanto o JN exalta a valorização da Bitcoin em 1.794% em menos de um ano e o SBT Brasil mostra os métodos para quem quer se juntar à onda, a realidade cada vez mais tóxica desse tipo de transação sequer aparece nas reportagens.

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O aspecto pantanoso foi denunciado mais recentemente pelo economista Joseph Stiglitz, ganhador do Prêmio Nobel de Economia, à rede americana Bloomberg. Em entrevista, afirmou: “A Bitcoin não serve a nenhuma função socialmente útil, e sem nenhum tipo de regulação por parte do governo, deveria ser proibida. Seu único motivo de sucesso vem de seu potencial para contravenções, falta de fiscalização”.

Stiglitz faz parte de um grupo cada vez maior de economistas preocupados com o futuro das “criptomoedas” – uma ideia genial, em teoria, mas que já indica ser um desastre social na prática. Entender a ideia por trás da febre, mais do que uma boa prática de finanças pessoais, é um dever para quem deseja participar do debate.

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(...)

Tentar explicar essa gincana matemática é suficiente para confundir qualquer cidadão. E, nessa confusão, os próprios jornalistas acabam perdendo o foco. A grande dúvida hoje, segundo os noticiários, é se o Bitcoin é ou não uma bolha financeira.

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A resposta para essa pergunta é SIM.

Nas palavras de outro Prêmio Nobel de Economia, Robert Shiller, “a Bitcoin é neste momento o melhor exemplo [do que deveria ser uma bolha]. Uma grande história com um bom grau de mistério e que se encaixa às agonias de seu tempo, que dá às pessoas um senso de empoderamento diante de um novo mundo digital”.

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Por trás do entusiasmo juvenil tão bem descrito por Shiller, esconde-se a pergunta que os economistas reais estão se fazendo: POR QUE, afinal, a Bitcoin chegou ao patamar de 17.950 dólares por unidade? Como pode uma moeda se valorizar quase 2.000% em um ano?

Não há como dourar a pílula – uma criptomoeda não representa nada, não tem endereço físico, não tem autoridade nenhuma sustentando seu valor, não é regulamentada. Não há como comprar um pão ou encher o tanque com ela. Não há valor subjacente, não há forma de controle.

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