“Daria para vencer Nadal? Não sei, mas pressionaria ao máximo”
Presente a uma final de Roland Garros que não se completou, em função da chuva, Guga falou sobre sua relação de amor com o saibro francês e sobre um eventual confronto com Rafael Nadal
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247 – Acompanhado da filha Maria Augusta e da esposa, Gustavo Kuerten estava presente à final de Roland Garros, entre Rafael Nadal e Novak Djokovic, que não se completou em razão da chuva – Nadal vencia por dois sets a 1, mas Djokovic liderava o quarto set. De Paris, Guga falou com os organizadores do torneio sobre sua relação com Roland Garros e sobre um eventual confronto com Nadal. Leia:
Há quinze anos, um garoto magrelo, rankeado em 66 no mundo, apareceu em Roland Garros e voltou para casa com o troféu. Quem era aquele cara?
O mesmo de hoje. Só um cara que queria se divertir numa quadra de tênis. A diferença é que não eu tinha nenhuma perspectiva em relação à minha carreira. Nem sabia direito onde era Roland Garros. Naquele ano de 1997, eu nunca tinha ganho uma partida aqui. Então, de repente, apareci sem nenhuma pressão, nenhuma expectativa e levei o torneio. Foi incrível.
O que você faria se pudesse voltar a 1997?
Eu adoraria repetir minhas vitórias. Nenhum dia foi melhor do que outro. Nem mesmo o da final. Todos foram incríveis. Vencer na segunda derrota foi sensacional, quando eu derrotei o Thomas Muster, que era um mito no saibro. Depois o Medvedev, o Kafelnikov, o Dewulf, o Bruguera... tudo fantástico.
Ninguém pensava que você conseguiria.
Nem eu.
Nem mesmo seu técnico, o Larri Passos?
Não o objetivo era bater nosso recorde em Grand Slams, conseguindo duas vitórias. Esse era o objetivo.
Quando você volta ao passado, sente alguma nostalgia?
Tenho grandes lembranças, mas não me entristeço. Sei que aquilo não voltará mais. Seria legal sentir de novo, mas passado é passado.
Sua próxima partida será um jogo de exibição contra o Novak Djokovic em Florianópolis. Você pode enfrenta-lo?
Antes vou jogar uma partida contra o Nico Lapentti, que foi meu melhor amigo no circuito. Depois, virá o Djoko. Mas, para encarar, você tem que se preparar. Ele é o número 1 do mundo!
Você acha que conseguiria enfrentar jogadores como Djokovic ou Nadal?
É difícil dizer. O nível hoje é diferente e eu tenho certeza de que meu jogo seria melhor se estivesse enfrentando um jogador como o Nadal. Será que eu conseguiria vencê-lo? Não sei, mas eu pressionaria ao máximo.
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