Cruzeirenses aumentam o caixa do Atlético
A cada jogo do Cruzeiro na Arena Independência, em Belo Horizonte, o cofre do rival vai aumentar um pouco. O Atlético é parceiro da BWA, empresa que administra o estádio, e receberá metade do valor do aluguel e de tudo o que for consumido nos bares da arena
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Minas 247 – Da renda bruta de R$ 426.545 do jogo Cruzeiro e Figueirense, no estádio Independência, em BH, R$ 51 mil foram para o bolso do Atlético Mineiro. E será assim em todas as partidas da raposa disputadas em BH até a reinauguração do Mineirão. Como é parceiro da BWA, o Galo fica com metade dos valores de aluguel e consumo na arena. Tendo como base a receita do último jogo do Cruzeiro, até o final do Brasileirão o Atlético terá lucrado quase R$ 1 milhão.
Confira matéria do jornalista Thiago Nogueira, do jornal O Tempo
Até o fim do ano, o Atlético pode faturar algo próximo de R$ 900 mil às custas do Cruzeiro e dos torcedores celestes. Os valores de arrecadação do duelo da Raposa contra o Figueirense, no último sábado, foram divulgados ontem pelo próprio clube alvinegro, que investiu R$ 7,5 milhões para formar uma parceria comercial com a concessionária Arena Independência.
A projeção é feita sobre essa estreia do Cruzeiro no estádio e nos outros 16 jogos que a equipe deve fazer como mandante no estádio, pelo Campeonato Brasileiro deste ano. Embora o presidente cruzeirense Gilvan de Pinho Tavares tenha afirmado, anteriormente, que o clube não pagaria aluguel, o borderô da estreia apontou no campo "aluguel do estádio" o desconto de R$ 41.484,50.
O consórcio Atlético-BWA arrecadou no jogo do Cruzeiro exatos R$ 102.342,60, valor que considera o faturamento de bares, aluguel e outros acertos. Desse montante, 50% ou R$ 51.171,30 foram destinados aos cofres atleticanos, já que o percentual é previsto no contrato atleticano com a empresa.
No acordo firmado entre Cruzeiro e BWA, o clube terá sempre subtraído de sua renda 10% do valor bruto arrecadado (R$ 426.545, no caso do último jogo), desconsiderando apenas o valor do setor corporativo (R$ 11.700). Se a Raposa seguir com bons públicos no Independência, como os 17.926 torcedores que compareceram na estreia, o clube vai precisar desembolsar, só de aluguel, algo superior a R$ 705 mil até o fim do ano.
O fato de o Atlético dividir os lucros da área comercial acentua a rivalidade. Parte do que o torcedor cruzeirense paga em um salgado ou em um refrigerante vai para o clube alvinegro.
Contra o Figueirense, parte da torcida celeste promoveu um boicote. "Como sei que o lucro vai para o nosso rival, optei por não comprar nada. E vou fazer isso em todo jogo. Se tiver que beber, comer, vou fazer isso do lado de fora. Muitos torcedores ficaram gritando lá para ninguém gastar", conta o cruzeirense Willian Carlos dos Santos, 26.
Engana-se quem pensar que o Atlético não paga para jogar no estádio, mesmo com a parceria firmada. Da mesma forma que o Cruzeiro, o alvinegro também tem 10% da renda descontada ao fim dos jogos. A diferença é que o valor é abatido da renda líquida o que, na prática, é bem menor.
Para se ter uma ideia, a arrecadação bruta do jogo Atlético e Bahia (R$ 609.895) foi 43% superior à de Cruzeiro e Figueirense (R$ 426.545). É bom lembrar que o Galo adota uma política de preços mais salgados do que o rival. Mas, por fim, o Atlético acabou pagando R$ 45.038, o que equivaleu, na verdade, a 7,4% da renda bruta.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247