Cristovam é alternativa do PDT para compor com o PSB

A possibilidade do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, se lançar candidato a presidente em 2014 começa a atrair a atenção de outros partidos que até então estavam fora do circuito PSB e PSDB, Este é o caso do PDT, que começa a defender o nome do senador Cristovam Buarque, como alguém que poderia auxiliar e muito em uma futura empreitada de Campos rumo ao Pálacio do Planalto

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Cristovam é alternativa do PDT para compor com o PSB


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Leonardo Lucena_PE247 – A possibilidade do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, se lançar candidato a presidente em 2014 começa a repercutir fora do Estado, dentro de um partido que até então estava “sombra” quanto à possível formação de uma aliança com os socialistas. É o caso do PDT, que começa a defender o nome do senador Cristovam Buarque,  como alguém que poderia auxiliar e muito em uma futura empreitada de Campos rumo ao Pálacio do Planalto. Além dele, o PSD, do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (ex-DEM), desponta como um parceiro estratégico para quem visa formar uma base sólida em termos de coligações rumo ao Palácio do Planalto nas próximas eleições presidenciais.

Nos bastidores, comenta-se que Buarque não teria chances claras de se eleger presidente da República e uma aliança com os socialistas agregaria valor tanto ao PDT como para  o PSB. Vale ressaltar que o ex-ministro foi candidato em 2006 pelo PDT, ficando em quarto lugar, com 2,64% dos votos válidos. Porém, fazendo uma composição sendo na vice de Eduardo, ficaria mais fácil para o partido colocar mais facilmente sua principal bandeira, a educação, além de outras como direitos humanos e trabalhismo. Essa é a avaliação de alguns pedetistas até o momento.

O partido, que governará 311 cidades a partir de 2013 (11% a menos do que 2008) e 6,37% do eleitorado (11,99 milhões de eleitores), integra a Base do Governo Dilma no Congresso Nacional, mas não descarta a hipótese de se aliar ao governador Eduardo Campos, quem tem como vice o pedetista João Lyra Neto no comando do Executivo pernambucano. É bom ressaltar que os pedetistas foram os primeiros a apoiarem a candidatura de Eduardo a governador de Pernambuco, em 2006.

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De fato, a relação do socialista com o PDT é uma das melhores possíveis. Neste ano, Eduardo esteve de “mãos dadas” com o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, em Natal (RN), para apoiar o candidato pedetista Carlos Eduardo, que acabou eleito no segundo turno com 58,28% dos votos contra Hermano Moraes (PMDB). Além disso, junto com os presidentes nacionais do PMDB, PC do B, PT e PRB, ambos assinaram uma nota em setembro declarando apoio ao ex-presidente Lula, pois membros da oposição (PSDB, DEM e PPS) clamavam – e clamam – para que o “cacique” petista ficasse de fora do foco do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) por conta do Mensalão.

Já no caso do PSD, fundado no ano passado, o partido agrega mais força, seja para o PT, da presidente Dilma, ou para Eduardo. Em sua primeira eleição, a legenda foi a terceira que mais elegeu prefeitos (21), ficando atrás do PSB (59) e do PTB (25). Nacionalmente, os pessedistas governarão 497 municípios, o que, traduzindo em número de eleitores, representa 11,84 milhões de brasileiros, ou seja, 6,25% do eleitorado. Além disso, a sigla tem hoje a quarta maior bancada no Congresso Nacional.

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Em meio às pretensões de Eduardo Campos de se colocar na disputa para presidente em 2014, o PSD pode estar ao palanque do socialista. Todavia, de acordo com analistas políticos, a eleição do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), para prefeito de São Paulo servirá como um mote para que o partido tenha um papel mais ativo no Governo Dilma, até porque o Estado é o que tem o maior número de parlamentares na Câmara Federal (70).

O próprio presidente nacional do PT, Rui Falcão, já deu a entender que o Partido dos Trabalhadores não ficará “assistindo” o crescimento do PSB sem tomar alguma atitude para brecar os planos socialistas. O dirigente já afirmou que os petistas buscarão apoio do PSD visando as presidenciais em 2014, em entrevista coletiva nesta semana.

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Nesta direção, uUma reunião da alta cúpula do PT com a direção do PMDB está prevista para acontecer nos próximos dias e definir o ingresso do partido no primeiro escalão do governo Dilma.  Caso isto seja concretizado, pelo menos neste primeiro momento, o PSB não contará com o apoio da legenda do atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.  

Agora, resta ao PT e PSB esperarem os próximos movimentos e assim definir que rumos serão tomados em um futuro cada vez mais próximo.

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