Crise PT-PSB pode melar aliança em Belo Horizonte

Coligação entre petistas e socialistas pela reeleição do prefeito Marcio Lacerda corre perigo real; PSB diz que não aceita chapa proporcional para vereador; se isso ocorrer, PT da capital mineira garante que está unido para lançar candidato próprio; “rasteira” que socialistas teriam dado nos petistas em Recife dá munição para grupo rebelde do PT

Crise PT-PSB pode melar aliança em Belo Horizonte
Crise PT-PSB pode melar aliança em Belo Horizonte (Foto: Edição/247)


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Minas 247 - Uma mudança de última hora, e das mais importantes, pode ocorrer no cenário eleitoral para a prefeitura de Belo Horizonte. A aliança entre PT e PSB pela reeleição do prefeito Marcio Lacerda corre perigo real. O 247 conversou com petistas de diferentes tendências na capital mineira. Eles admitem que, se os socialistas não aceitarem montar chapa proporcional para vereadores, a coligação não sai e o PT pode acabar lançando candidato próprio.

Os petistas, alguns deles pré-candidatos a vereador, falaram sob a condição de anonimato, para não provocar ainda mais a já frágil aliança com o PSB. Não foi o caso, porém, do presidente do PT em BH, Roberto Carvalho. Atual vice-prefeito da capital - brigou com Lacerda no ano passado - ele é hoje o maior defensor da candidatura própria no partido, e pré-candidato assumido ao cargo se isso vier a ocorrer. Carvalho garante que há convergência no PT pela postulação solo à sucessão de Lacerda.

O convencimento das demais correntes petistas ficou mais fácil depois dos últimos episódios em São Paulo e, principalmente, em Recife. Na eleição paulistana, o PT de BH considera que a desistência da ex-prefeita e deputada Luiza Erundina (PSB), que já havia sido anunciada como vice do petista Fernando Haddad, causou um desgaste desnecessário. Em Recife, a decisão dos socialistas de não apoiar o ex-ministro e senador Humberto Costa, lançando Geraldo Júlio como candidato à prefeitura da capital pernambucana, desgastou ainda mais o PSB com os petistas. “Já estamos abrindo mão da cabeça de chapa em BH, por um projeto maior no país”, diz um vereador do PT na capital mineira. “O PSB, pelo contrário, parece não estar querendo fazer qualquer sacrifício. Se não aceitarem a coligação para vereadores, o acordo estará descumprido e tudo pode acontecer”.

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A convenção do PSB em Belo Horizonte ocorre no sábado de manhã. A partir das 17h, está marcado encontro oficial do PT. A dificuldade de entendimento entre as duas partes é fácil de explicar: numa chapa proporcional, há riscos de os socialistas não elegerem sequer um vereador na capital; o PT, por outro lado, teria certamente a maior bancada na Câmara, com pelo menos oito parlamentares. Sem a aliança para o Legislativo - como quer o PSB -, as coisas ficariam mais equilibradas. O PT, porém, calcula que reduziria para não mais do que quatro os vereadores eleitos.

Os petistas não acreditam que haveria espaço político para intervenção do Diretório Nacional, caso a opção pela candidatura própria volte à pauta. Partem da tese que, nesse caso, o PSB é que estaria descumprindo o que foi acordado entre os dois partidos. Novamente nesse caso, acreditam que os acontecimentos em Recife também impediriam uma ação mais direta da direção nacional petista em Belo Horizonte.

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