Crise PT-PMDB pode ter reflexos graves em Goiás
Racha no plano nacional pode implodir de vez suposto acordo entre as duas siglas para a disputa ao governo de Goiás em 2014; aproximação de peemedebistas com o governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos (PSB) em alguns estados pode recolocar no rol de potenciais aliados o neossocialista Vanderlan Cardoso ou mesmo criar as condições para uma pulverização de candidaturas entre as oposições ao governador tucano Marconi Perillo
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Goiás247_ A crise entre PT e PMDB, que se agravou no Congresso Nacional, pode causar sequelas nos estados onde os dois partidos têm aliança, Goiás entre eles. Em algumas unidades da Federação, o PMDB, que não brinca em serviço quando o assunto é pressionar, já ameaça se aliar ao PSB do governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos.
Desde a ascensão petista ao governo federal, o PMDB passou a andar na esteira do partido de Lula e virou seu fiel escudeiro. Em 2010, os peemedebistas até ensaiaram uma rebelião, mas não tinha alternativa para continuar no poder. Assim, restou abaixar a cabeça e apoiar Dilma Rousseff. Agora, os mais revoltosos enxergam em Campos um alento e um elemento de chantagem contra o governo federal.
Em São Paulo, os peemedebistas devem mesmo romper com o PT e lançar candidato ao governo. Em Goiás, uma possível rebelião do partido comandado por Iris Rezende poderia causar até então uma improvável aproximação com o PSB, agora liderado por Vanderlan Cardoso, que se diz candidato ao governo em 2014.
No Estado, PMDB e PT possuiriam um acordo. Os peemedebistas apoiaram os petistas nas eleições para as prefeituras de Goiânia e de Anápolis e o PT sagrou-se vitorioso com folga nas duas importantes cidades. A devolução do apoio é para 2014, na disputa estadual, mas há petistas como o deputado Rubens Otoni indicando que o suposto acerto possa ser rompido. Em encontros pelo interior, Otoni chega a afirma que o PT terá, sim, candidato ao governo. Com o estremecimento da aliança nacional, Otoni pode ganhar um argumento de força.
Os nomes em pauta no PT são justamente os dos dois prefeitos eleitos com o valoroso apoio do PMDB: Antônio Gomide (Anápolis), que é irmão de Otoni, e Paulo Garcia (Goiânia). O grande desafio do PT para se viabilizar, porém, seria se estruturar para uma eleição majoritária estadual. O partido nunca governou o Estado e, sem o apoio do PMDB, a tarefa se tornaria praticamente impossível.
Bagunça na oposição
Um racha entre PMDB e PT viraria de ponta cabeça de vez o cenário nas oposições em Goiás. Nesse cenário, os dois partidos lançariam um candidato cada. Hoje, o PMDB está entre Iris Rezende e José Batista Júnior. O PSB deve ir de Vanderlan Cardoso, que ainda não desistiu de repetir 2010, quando encarou a disputa. Ronaldo Caiado garante que será o nome do DEM pelo Palácio das Esmeraldas.
Essa variedade de candidatos poderia facilitar o caminho para o governador Marconi Perillo (PSDB), que está em processo de recuperação de sua popularidade e que vê em Iris Rezende seu maior rival para a reeleição.
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