Crise faz aumentar número de empreendedores em MG
Por causa do alto número de desempregados no País (14 milhões), o número de Microempreendedores Individuais (MEIs) tem crescido. Em Minas o saldo entre adesões e fechamentos chega a 100 mil por ano desde 2014, quando a crise econômica começou a tirar vagas dos trabalhadores; o levantamento foi feito no Portal do Empreendedor pelo jornal Hoje em Dia; Minas é o terceiro estado com maior número de formalizações (774 mil); Sebrae Minas informou que os números são cumulativos de 2009 até março de 2017
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Minas 247 - Por causa do alto número de desempregados no País (14 milhões), o número de Microempreendedores Individuais (MEIs) tem crescido. Em Minas o saldo entre adesões e fechamentos chega a 100 mil por ano desde 2014, quando a crise econômica começou a tirar vagas dos trabalhadores. O levantamento foi feito no Portal do Empreendedor pelo jornal Hoje em Dia, responsável pelas entrevistas desta matéria. No Brasil, os microempreendedores somam quase 7 milhões. Minas é o terceiro estado com maior número de formalizações (774 mil), atrás de Rio (857 mil) e São Paulo (1,8 milhão). O Sebrae Minas informou que os números são cumulativos de 2009 até março de 2017.
De acordo com a analista da Unidade de Atendimento do Sebrae Minas, Viviane Soares, é preciso cautela antes de investir no próprio negócio. “Muitas vezes, a pessoa abre a empresa sem estar preparada e o empreendimento não vai adiante”, disse.
A nutricionista Fernanda Veloso trabalhou em uma indústria de alimentos, mas ficou desempregada, e criou a Fina Salada Gourmet, especializada em alimentação saudável, aberta em sociedade com a psicóloga Eliane Ferreira. “Com a ajuda do Sebrae, pensei na criação da marca, embalagem e público-alvo”, afirmou.
As saladas são montadas em copos de acordo com o gosto do cliente - refeições com um tipo de proteína, carboidrato, vegetais e folhas. Os pedidos são feitos via delivery. Os preços variam de R$ 9,50 a R$ 14,99.
Muitas pessoas veem a opção de se tornar MEI como um caminho para driblar a crise. Para outras é oportunidade de investir no que gosta. Dayana Rezende Silva trabalhava como auxiliar administrativo e decidiu seguir a vocação de doceira, ofício que aprendeu na adolescência. Montou a confeitaria “Relíquias do Glacê”, que produz bolo, alfajor, brigadeiro gourmet, brownie, bem-casado e macaron (iguaria francesa feita com claras de ovos).
Depois se tornar MEI e fazer curso de confeiteira, ela ganhou um estágio na área de pâtisserie do hotel Château de Divonne, na cidade de Divonne-le-Bains, na França. Os doces são vendidos por meio de encomendas ou via bike, que roda pela cidade. “A receita do meu bolo, chamado Fabuloso, obteve nota máxima. Inclusive ele é meu carro-chefe nas vendas”, disse.
A carreira de Marília Santos Outuky trocou a área de corretagem de seguros pelo próprio negócio no mesmo segmento, a Outuky Corretora. A renda mensal de R$ 1.500 no emprego anterior saltou para R$ 5 mil, em média. “Aconselho as pessoas a fazerem o que gostam. Elas têm de arriscar, mas com determinação. Sem sacrifício não há bons resultados”, afirmou.
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