Crise da Lava Jato pode fechar estaleiros em Pernambuco
Crise nos estaleiros brasileiros decorrente da Lava Jato ameaça fechar as duas unidades de construção naval que operam em Pernambuco. De acordo com presidente do Estaleiro Atlântico Sul, Harro Brurmann, a empresa corre o risco de paralisar as atividades em 2019 devido à falta de encomendas; EAS possui apenas cinco navios em produção; já o estaleiro Vard Promar trabalha na produção de quatro navios; caso não apareçam novas encomendas, a desmobilização de pessoal pode ser iniciada ainda este ano; "Seriam fechadas 26 mil vagas de trabalho (diretas e indiretas) no Estado, caso esses dois estaleiros fechem", diz o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco, Henrique Gomes; desde o inócio da crise no setor, a indústria naval já demitiu cerca de 40 mil trabalhadores em todo o Brasil
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Pernambuco 247 - A crise nos estaleiros brasileiros decorrente da Lava Jato ameaça fechar as duas unidades de construção naval que operam em Pernambuco. De acordo com presidente do Estaleiro Atlântico Sul, Harro Brurmann, a empresa corre o risco de paralisar as atividades em 2019 devido à falta de encomendas. O EAS possui apenas cinco navios encomendados pela Transpetro que devem ser entregues até o final de 2019, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco. A unidade emprega cerca de 3,6 mil funcionários.
Um outro estaleiro, o Vard Promar, trabalha na produção de quatro navios, sendo que dois deles estão praticamente concluídos. Caso não apareçam novas encomendas, a desmobilização de pessoal pode ser iniciada ainda este ano.
"Seriam fechadas 26 mil vagas de trabalho (diretas e indiretas) no Estado, caso esses dois estaleiros fechem", diz o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco, Henrique Gomes. "Vamos fazer um ato no começo de julho para levar os deputados e senadores a comprar a nossa briga e interceder para que esses empregos continuem em Pernambuco", completou o sindicalista em entrevista ao Jornal do Commercio.
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