Crimes contra moradores de rua desafiam segurança

Após 15ª execução, cúpula se reúne e decide criar força tarefa com as polícias Civil e Militar para intensificar patrulhamento em nove pontos de Goiânia identificados como os mais vulneráveis; assassinatos em série vêm ocorrendo ao longo dos últimos três meses na capital; três suspeitos já foram identificados como participantes na morte de uma moradora de rua na semana passada

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Goiás247_ A Secretaria da Segurança Pública de Goiás criou na segunda-feira (24) força-tarefa para intensificar as investigações e para coibir os homicídios contra moradores de rua em Goiânia. Desde agosto último, foram 15 mortes com características de execução. Em reunião realizada à tarde, por determinação do secretário Joaquim Mesquita, na sede da Superintendência de Direitos Humanos (SDH), as Polícias Civil e Militar traçaram ações conjuntas, que terão também a participação da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e outros órgãos governamentais.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a intensificação do policiamento nos pontos identificados como os mais vulneráveis para este tipo de ocorrência. Entre nove locais mapeados, três são considerados prioritários: a Praça do Trabalhador, a Praça Cívica (ambas no Centro) e a região do antigo Dergo, no Setor Aeroviário. Nesses locais, haverá ampliação do combate ao chamado pequeno tráfico de drogas.

Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Edson Costa Araújo, boa parte dos moradores é usuária de entorpecentes e faz o tráfico para manter o vício. Delegada-geral da PC, Adriana Accorsi explica que algumas das vítimas tem sido alvo de traficantes maiores. Durante a reunião, a delegada titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios, Adriana Ribeiro, informou que suspeitos da morte de uma moradora de rua, cujo crime ocorreu na semana passada, já foram identificados.

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Desde que a onda de homicídios de moradores de rua começou, há cerca de três meses, seis pessoas foram presas acusadas dos crimes. “Vamos prender quantas forem preciso”, garante Adriana Accorsi. O comandante da PM fez compromisso idêntico. “Não importa quem está cometendo estes crimes, o que interessa é que daremos a respostas que a sociedade exige”, afirmou.

De acordo com o superintendente de Direitos Humanos da SSPJ-GO, Edilson de Brito, a questão dos moradores de rua é complexa. Ele citou, por exemplo, que não é possível impedir que eles passem as noites expostos na rua. “É uma questão do direito de ir e vir”, ressalta.

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Por isso, a Semas foi convidada a participar da força-tarefa. O titular da pasta municipal, Darci Accorsi, pediu ajuda do governo do Estado para acolher as pessoas. “A Prefeitura sozinha não dá conta”, admite. Edilson de Brito afirmou que na quarta-feira (26) estará com representantes da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e Secretaria Estadual da Cidadania para solicitar apoio. Dessa forma, acredita, que será possível abrir imediatamente mais 59 vagas para acolher moradores de rua em unidades da Semas.

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