CPI será prorrogada, mas nova data só dia 30
Reunidos na tarde desta terça-feira, líderes decidem esperar a realização do segundo turno das eleições para definir prazo de prorrogação; senadores Randolfe Rodrigues (PSol-AP) e Pedro Taques (PDT-MT) defendem mais 180 dias de investigações e ja iniciaram a coleta de assinaturas
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Agência Senado_ Acabou há pouco a reunião na qual os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira decidiriam sobre a prorrogação do prazo das suas atividades. Uma nova reunião foi marcada para o dia 30 de outubro para definir o período de da prorrogação. A reunião acontece dois dias após a realização do segundo turno das eleições municipais.
De acordo com o presidente da CPI, senador Vital do Rego (PMDB-PB), no dia seguinte à reunião (31) devem ser analisados os requerimentos pendentes. Atualmente, eles são 508.
Ao deixar o encontro, o deputado Bruno Araújo, líder do PSDB na Câmara dos Deputados, previu que os trabalhos da CPI não serão finalizados em 2012.
Assinaturas
os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT) propuseram a prorrogação dos trabalhos da CPI por mais 180 dias. Os parlamentares levaram a sugestão à reunião de líderes. O prazo inicial para encerramento das atividades do colegiado é 4 de novembro.
Entre os 508 pedidos a serem analisados, estão novas convocações e solicitações de quebras de sigilo de empresas que seriam ligadas à organização criminosa, alvo da operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Os requerimentos, no entanto, podem não resultar em informações úteis se a CPI for encerrada, já que os dados dificilmente chegariam ao conhecimento dos integrantes da comissão antes do dia 4 de novembro.
"Ainda há sigilos importantes a serem quebrados e somente com esse prazo extra poderíamos avançar nas investigações", opinou Randolfe Rodrigues, que já iniciou uma coleta de assinaturas para tentar estender os trabalhos. Para que isso aconteça, é necessária a adesão de um terço dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal: 171 deputados e 27 senadores.
Prisão
Na noite de segunda-feira (15), o contraventor Carlinhos Cachoeira obteve decisão liminar, para ser solto. A ordem partiu do desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Mas ele continuará preso preventivamente na Penitenciária da Papuda (DF), onde está desde 29 de fevereiro, já que há outros pedidos de prisão expedidos por causa da operação Saint Michel, deflagrada em abril pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do Distrito Federal.
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