CPI deve ser prorrogada, mas prazo ainda é incerto

Reunião entre líderes, que acontece na terça-feira, 30, deve decidir entre 30 e 180 dias; coleta de assinaturas pedindo a extensão das investigações ainda não atingiu o número mínimo de um terço dos parlamentares; comissão tem mais de 500 requerimentos na fila de votação

CPI deve ser prorrogada, mas prazo ainda é incerto
CPI deve ser prorrogada, mas prazo ainda é incerto (Foto: Pedro França)


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Agência Câmara_ A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira volta a se reunir, na terça-feira (30), depois de ficar suspensa por praticamente dois meses por causa das eleições municipais. Os líderes partidários já concordaram com a prorrogação, cujo prazo original termina no dia 4 de novembro, mas ainda não definiram por quanto tempo.

“Essa questão é que está em discussão, porque tentou se chegar a um acordo entre os partidos - tem gente falando em 180 dias, outros em 60. Para nós, o prazo tem de ser o necessário para que as investigações não fiquem no meio do caminho”, afirma o deputado Ivan Valente (Psol-SP).

Para a CPMI ser prorrogada, é preciso que 1 em cada 3 parlamentares apoie a continuidade das investigações. O senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) busca apoio para estender os trabalhos por seis meses e diz já ter conseguido 7 assinaturas a mais do que as 27 necessárias de senadores.

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Já na Câmara, ainda não foram obtidas as 171 assinaturas necessárias, por causa da reduzida presença na Casa durante o período eleitoral. Se for atingido o número de assinaturas necessárias, a prorrogação será automática, não necessitando de aprovação no plenário da CPMI. Quem assinou o documento pode retirar o apoio até a publicação no Diário Oficial do Congresso.

Investigação

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Os dias a mais que a CPMI terá para trabalhar vão ser fundamentais na hora de decidir os próximos passos da comissão. Isso porque, se a prorrogação for curta, dificilmente os parlamentares vão poder marcar novos depoimentos, pedir quebras de sigilos e discutir e aprovar o relatório final. Por isso, a reunião em que a CPMI vai avaliar os mais de 500 requerimentos na fila de votação vai ocorrer na quarta-feira.

“Para ver quais empresas ainda requerem quebra de sigilo, e quais oitivas nós precisamos fazer, nós vamos votar a prorrogação da CPMI. Ela é praticamente certa, isso foi acordado”, afirma o vice-presidente do colegiado, deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

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Mesmo com o consenso em torno da prorrogação da CPMI, o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), diz que continua trabalhando para o relatório com as conclusões das investigações ser apresentado antes de novembro. O texto está praticamente pronto, com mais de 700 páginas, segundo ele. Vale ressaltar que a comissão continua recebendo informações. As mais recentes são relacionadas ao deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), que admitiu ser amigo do contraventor Carlinhos Cachoeira, mas negou envolvimento com o esquema ilegal.

A reunião de terça-feira será realizada a partir das 15 horas, na sala da Liderança do PMDB no Senado. Já a de quarta-feira (31) acontecerá a partir das 10h15, na sala 2 da ala Nilo Coelho do Senado.

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