CPI de Goiás mantém acordo dos panos quentes

Comissão, que já foi definida como “do deboche e de fachada”, convoca 19 depoentes. Na lista, nenhum nome de peso. Prefeitos, por exemplo, ficaram de fora da primeira chamada

CPI de Goiás mantém acordo dos panos quentes
CPI de Goiás mantém acordo dos panos quentes (Foto: Y. Maeda/Assembléia Legislativa GO)


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Lênia Soares_Diário de Goiás/especial para o Goiás 247 – Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os relacionamentos políticos com a contravenção, em Goiás, aprovou hoje requerimentos para convocação de 19 pessoas. A surpresa? Nem prefeitos, nem chefe de gabinete do governador, nem assessores especiais do Estado estão na lista.

Não há surpresas. O Diário de Goiás divulgou, há algumas semanas, informações sobre uma reunião não oficial, na qual os parlamentares concordaram em “aliviar” e “colocar panos quentes” na situação (leia abaixo). Nem demais contra o governador, nem contra os prefeitos da oposição. Seqüência dos fatos atesta veracidade das informações antecipadas pelo DG. “CPI do deboche e de fachada”, como denomina Luis Cesar Bueno (PT).

Os depoentes convocados serão: Edvaldo Cardoso, ex-presidente do Detran-GO; Uziel Nunes, major da Polícia Militar; Walter Paulo Santiago, empresário; Cláudio Abreu, ex-diretor regional da empresa Delta Construções; Júlio César Mota, coronel da Polícia Militar; José Luiz Martins de Araújo, delegado de Polícia Civil; Gilberto Ferro, delegado de Polícia Civil; Hylo Marques Pereira, delegado de Polícia Civil; Juracy José Pereira, delegado de Polícia Civil; Tony Batista Santos Oliveira, agente da Polícia Civil; Marcelo Zegaib Mauad, delegado de Polícia Civil; Aredes Correia, delegado de Polícia Civil; Carlos Antônio Elias, coronel da Polícia Militar; Cairo Freitas, ex-chefe de gabinete do Prefeito de Goiânia, Paulo Garcia; Ronald Bicca, ex-procurador-geral do Estado; Wladimir Garcez, ex-vereador de Goiânia; Deovandir Frazão de Morais, tenente-coronel da Polícia Militar; Sérgio Katayama, Coronel da Polícia Militar e Niteu Chaves Júnior, delegado de Polícia Civil.

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Os parlamentares justificaram a não convocação dos prefeitos pela necessidade de análise dos documentos solicitados ao Tribunal de Contas dos Municípios, que detalham a contratação das empresas Delta e Gerplan.

Segundo o relator Talles Barreto (PTB), os suspeitos de envolvimento com a contravenção, diretamente ligados ao governador, não irão depor na CPI da Alego, por já serem depoentes da CPMI do Congresso. Walter Paulo, Cláudio Abreu, Wladimir Garcez, Aredes Correia e alguns outros não entraram nesta regra. Vão depor nas duas. Explicações falhas.

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Veja reportagem do Diário de Goiás de 10 de maio:

Cessar fogo – CPI sela acordo de paz

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Durante reunião fechada da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará o relacionamento de autoridades goianas com o contraventor Carlinhos Cachoeira, deputados decidiram “colocar panos quentes nas discussões”. O presidente da CPI, Helio de Sousa (DEM), assim como o relator, Talles Barreto (PTB), não participaram do encontro e negam a existência de acordos. Nos bastidores, porém, conversas informam que a proposta interna é de redução dos ataques ao governo em troca de maior flexibilidade aos prefeitos.

Na sessão ordinária de ontem (9), o deputado Túlio Isac (PSDB) aumentou o tom em plenário e prometeu empenho nas buscas por irregularidades entre as prefeituras e a empresa Delta Construtora. As ameaças serviram de moeda de troca para o acordo que ele mesmo propôs. A informação que circula é de que os parlamentares da oposição permanecerão na superficialidade das investigações contra o governador e, em troca, os prefeitos do PT e PMDB não serão convocados pela Assembleia.

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O histórico de descrédito das CPIs parece não vislumbrar um fim. Segundo o deputado Luis Cesar Bueno (PT) esta comissão só existe por influência da CPI de Brasília. “Se não tivessem instalado uma Comissão a nível nacional não haveria a instalação aqui na Assembleia”, afirmou. A expectativa era de que os resultados encontrados pelos parlamentares federais repercutissem no Estado, porém, estes parecem dispostos a ignorar o cenário político evidenciado pela mídia nacional.

Regimentalmente, a CPI pode estender seus trabalhos pelo prazo de 90 dias, com direito à prorrogação por mais 30 dias, podendo ser arrastada até o fim de agosto. Ela foi instalada na semana passada, com a assinatura de 35 parlamentares. Obedecendo ao princípio da proporcionalidade, compõem a comissão três parlamentares da base de apoio ao Governo Estadual e outros dois da oposição, estando todos em um período harmônico de funcionamento.

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Para ler no site do Diário de Goiás, clique aqui.

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