Correia: um aparte, senador Aécio?
O deputado estadual Rogério Correia (PT) criticou o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que deve abrir mão de uma candidatura ao Senado para disputar uma vaga na Câmara; "Seria digno assumir a outra verdade de sua decisão. O senhor busca um caminho mais fácil que lhe garanta alguma imunidade parlamentar"
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Minas 247 - O deputado estadual Rogério Correia (PT) criticou o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que deve abrir mão de uma candidatura ao Senado para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
"Senador, se o senhor não é candidato à reeleição ao Senado, não é porque achou 'melhor' concorrer a deputado federal, preocupado com a grave situação de Minas Gerais. É porque foi isso que lhe restou", escreve Correia no Facebook.
"Vamos ajudá-lo a esclarecer os reais motivos de sua “decida” para federal: 1) Sua dupla derrota em 2014, em Minas Gerais (sua e de seu candidato a governador da época) já era um sinal de esgotamento de um ciclo. 2) O flagrante de gravações suas com Joesley Batista e malas de dinheiro, com o primo, colocaram sua candidatura a senador num caixão", continuou o parlamentar.
Correia acrescenta outros dois fatores. Um deles, avalia, é "o ódio destilado contra a democracia e contra o resultado das eleições de 2014 apareceu na sua inteireza, depois do escândalo com os donos do Friboi: era a expressão de alguém que não pensava no Brasil, em Minas e no povo. Somente em um projeto pessoal de poder e nas benesses que isso traria para si".
"Finalmente, mas não menos importante: o senhor teria que lutar com uma mulher, uma guerreira, chamada Dilma Rousseff. Teria que se defrontar, diretamente, com o acerto de contas do golpe e com o “governo” ilegítimo que ajudou a construir, ceifando milhões de empregos, direitos sociais, trabalhistas e segurança com o futuro".
Leia a íntegra do texto:
Li com a atenção sua nota desta quinta 2 de agosto, na qual o senhor supostamente “abre” mão de uma candidatura quase que vitoriosa para o Senado, para disputar uma vaga na Câmara de Deputados. Data vênia, nada mais farisaico (no pleno sentido figurado da expressão).
Senador, se o senhor não é candidato à reeleição ao Senado, não é porque achou “melhor” concorrer a deputado federal, preocupado com a grave situação de Minas Gerais. É porque foi isso que lhe restou.
Para quem teve mais de 51 milhões de votos há menos de quatro anos, mais de 7,5 milhões de votos para senador em 2010 (ultrapassando seu candidato a governador à época – Anastasia –, que obteve 6,2 milhões de votos) e que, em 2006, obteve 7,4 milhões de votos (77% dos votos válidos para governador), sinceramente, sua notinha não explica nada.
Vamos ajudá-lo a esclarecer os reais motivos de sua “decida” para federal:
1) Sua dupla derrota em 2014, em Minas Gerais (sua e de seu candidato a governador da época) já era um sinal de esgotamento de um ciclo.
2) O flagrante de gravações suas com Joesley Batista e malas de dinheiro, com o primo, colocaram sua candidatura a senador num caixão.
3) O ódio destilado contra a democracia e contra o resultado das eleições de 2014 apareceu na sua inteireza, depois do escândalo com os donos do Friboi: era a expressão de alguém que não pensava no Brasil, em Minas e no povo. Somente em um projeto pessoal de poder e nas benesses que isso traria para si.
4) Finalmente, mas não menos importante: o senhor teria que lutar com uma mulher, uma guerreira, chamada Dilma Rousseff. Teria que se defrontar, diretamente, com o acerto de contas do golpe e com o “governo” ilegítimo que ajudou a construir, ceifando milhões de empregos, direitos sociais, trabalhistas e segurança com o futuro.
Sim, no Senado, além de maquinar o golpe de 2016, o senhor votou na contrarreforma trabalhista, que não só produziu desemprego, mas também precarizou o trabalho restante. Votou pela entrega do óleo do pré-sal, a preço de banana, para multinacionais do petróleo. Apoiou todas as demais medidas que afetaram negativamente nossa soberania e a vida do povo. Votou pelo corte de recursos para a saúde, para a educação e segurança.
E mais: seria digno assumir a outra verdade de sua decisão. O senhor busca um caminho mais fácil que lhe garanta alguma imunidade parlamentar. E outra: manter a devida distância da candidatura de Anastasia, cuja sina seria carregar a alça do caixão de uma periclitante candidatura ao senado.
Mas não pense que sua semiclandestinidade nas eleições, com a sua candidatura a deputado, está garantida. E que sua parceria com Anastasia vai ficar invisível. Não. O povo mineiro não é bobo.
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