Copasa vai pagar R$ 600 mil a consumidor de Varginha
Ela vai receber da estatal de saneamento de Minas a título de indenização por danos morais e materiais. A Justiça considerou que a empresa foi responsável pelas rachaduras que apareceram no imóvel da moradora e a obrigou a mudar de casa. A decisão não cabe mais recurso
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Minas 247 – Maria José Gomes, moradora de Varginha, cidade com 123 mil habitantes no sul de Minas Gerais, vai receber R$ 600 mil da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A Justiça condenou a estatal mineira por danos morais e materiais a Maria José, depois que ela foi obrigada a mudar de casa devido a rachaduras em seu imóvel, provocados por uma falha na tubulação da Copasa. A decisão da Justiça não pode mais ser recorrida.
Confira a matéria do site G1
Em Varginha (MG), uma ação na Justiça condenou a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) a pagar quase R$ 600 mil por problemas de vazamento que comprometeram a estrutura de um imóvel da cidade. O pagamento da indenização deve ser feito até o próximo sábado (7).
Localizada no Centro da cidade, as rachaduras na casa de Maria José Gomes começaram a aparecer em junho de 2008 e o imóvel teve que ser interditado. A aposentada, que viveu na casa por mais de 50 anos, teve que sair às pressas após o rompimento de uma tubulação. Hoje ela mora em um apartamento custeado pela Copasa, mas deseja voltar para onde vivia. "Eu gostaria de retornar para a minha casa, que tive que abandonar”, conta.
Após o episódio, a aposentada entrou com uma ação na Justiça e venceu por danos morais e materiais. A decisão é definitiva e não cabe recurso.
Assim como Maria José, as pessoas que têm este tipo de problema podem recorrer à Justiça. Na área central de Varginha outras residências também foram afetadas, como na casa da aposentada Marilda Vasconcelos Pimentel, que tem rachaduras no teto e nas paredes, além de um dos banheiros que não pode mais ser usado. Na cozinha, os azulejos que ainda não caíram, foram colados com fita adesiva.
Por coincidência, o advogado dos dois casos, Marco Antônio Sales, passa pela mesma situação. Ele e a mãe abandonaram a casa em que viveram por 40 anos após o aparecimento das rachaduras. A casa já inclinou quatro centímetros e todos os cômodos precisaram ser escorados. A Copasa paga o aluguel da casa e do escritório do advogado, mas ele e a mãe saíram do Centro da cidade para morar no bairro Santa Luzia.
De acordo com o engenheiro da Copasa, Flávio Gomes, responsável pelas avaliações dos danos, quando um problema semelhante surge, a Companhia contrata uma empresa terceirizada para verificar os danos. Segundo ele, em 90% dos casos, os problemas são resolvidos entre o cliente e a empresa.
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