Contas de João e projetos polêmicos fora da pauta
"Se houver votação (nesta quarta), será apenas de projetos como de utilidade pública ou de concessões de títulos", afirma Téo Senna (PTC), o líder da bancada do governo na Câmara; entrave entre os blocos se dá porque a oposição só quer votar de imediato as contas 2009 e 2010 do prefeito João Henrique (PP); a situação, por sua vez, condiciona a apreciação das contas à votação dos projetos 'polêmicos' de interesse do Executivo
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Bahia 247
Os sete dias que se seguiram ao embate entre governo e oposição na Câmara Municipal sobre a votação do conjunto de projetos polêmicos enviados pelo prefeito João Henrique às vésperas de sua saída depois de dois mandatos consecutivos não foram suficientes para um acordo entre os vereadores.
Em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia, o líder do governo na Casa do Povo, vereador Téo Senna (PTC) disse que não tem expectativa de inserir na pauta de hoje as matérias de João. "Se houver votação, será apenas de projetos como de utilidade pública ou de concessões de títulos", afirma Senna.
Além das mensagens encaminhadas pelo Palácio Thomé de Souza, aguardam ainda por votação da Câmara as contas relativas aos anos de 2009 e 2010 do prefeito João Henrique, que foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e também seguem sem previsão de votação.
"Como hoje (ontem) foi ponto facultativo no município, não aconteceu a reunião do colégio de líderes, quando poderia acontecer um acordo. Amanhã (hoje) entrarei em contato com a líder da oposição, Vânia Galvão, para tentar chegar a um acordo, porém não tenho a expectativa de que haja votação dos projetos do Executivo", explicou Téo.
Na última semana, a programação proposta por Senna incluía três projetos encaminhados por João Henrique – a Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (Louos), o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano do entorno da Fonte Nova (conhecido como PDDU da Copa) e a extensão da concessão da área do Aeroclube até 2056.
A oposição tentava votar apenas as contas do prefeito, o que provocou a animosidade que culminou com a falta de quórum na quarta-feira (14).
Para a vice-líder da oposição, vereadora Aladilce Souza (PCdoB), a perspectiva de Téo de que não acontecerá votação de projetos polêmicos deve se concretizar.
"Já vínhamos votando projetos de utilidade pública e concessões de título há 15 dias, quando fomos surpreendidos pelos projetos do Executivo. Como não houve reunião do colégio de líderes, não temos um acordo para a votação", comenta a comunista.
"Agora, como o governo tem maioria na Câmara, ele pode votar o que quiser, sem acordo, como já fez antes. A única coisa que está pronta para a votação são as contas do prefeito", provocou Aladilce.
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