Conservação de rodovias é munição pesada à oposição
Governo sofre duros ataques nas redes sociais por conta dos buracos em boa parte da malha viária goiana, cujo cronograma de recuperação se estende até 2014, um prato cheio para os adversários do governador Perillo, que deve disputar a reeleição; deputados federal Dona Iris (PMDB) e estadual Luís César Bueno (PT) estimulam a militância nas críticas ao governo; Agetop já repavimentou mais de 2 mil quilômetros de estradas, serviço que foi interrompido devido ao período chuvoso
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Goiás 247_ O governo de Marconi Perillo chegou a 2013 com mais fôlego do que até mesmo aliados imaginavam. O tucano superou os desgastes da Operação Monte Carlo e ter sido poupado no relatório final da CPI do Cachoeira marcou o início de um novo momento do governo de Perillo. Já no segundo semestre de 2012, o governador começou a recuperar a popularidade, principalmente no interior, e lançou mão de uma agenda positiva.
Com a CPI do Cachoeira terminada e afirmando ter garantido R$ 4 bilhões para obras e investimentos para 2013 e 2014, Perillo começou a pavimentar sua candidatura à reeleição. Tanto que na base aliada não há um político sequer que não trate o governador como candidato.
No entanto, o verbo pavimentar remete à área que tem dado mais dor de cabeça ao governo estadual. A situação de estradas e rodovias é o calcanhar de Aquiles de Perillo neste início de 2013 e a munição que a oposição precisava para atacar a gestão tucana. Mesmo com o programa Rodovida criado especialmente para recuperar 4 mil km de estradas goianas, o governo tem sido muito criticado nas redes sociais e por parlamentares de oposição devido ao estado crítico de algumas estradas.
A Agetop informa que até agora foram construídos 2.081 Km de 42 trechos em diversas regiões de Goiás. É praticamente a metade do que foi planejado. Junto com o Rodovida o governo estadual também lançou o Rodovida Urbano, onde as prefeituras recebem ajuda do governo para recuperarem as vias urbanas.
Nem mesmo os mais de 2 mil km recuperados parecem arrefecer os ânimos da oposição e de quem transita pelo Estado. As dificuldades encontradas pela atual gestão são justificadas também pelo descaso do governo passado com as estradas goianas. O ex-governador Alcides Rodrigues extinguiu o Fundo de Transportes e não conseguiu colocar em prática nem mesmo um programa de manutenção das rodovias.
Perillo então herdou toda a malha viária destruída e alguns trechos em completo abandono e intransitáveis. Hoje, as rodovias são o principal gargalo do governo. A crise na educação foi superada e muitas unidades escolares já foram reformadas e receberam investimentos. Outro setor que incomodava o governo era o da saúde. Os grandes hospitais da Capital clamavam por ajuda e uma nova forma de administração. A saída encontrada pelo governo foi a gestão por Organizações Sociais. As demandas não foram resolvidas 100%, mas o avanço foi significativo e hospitais como o Hugo estão em melhor condição do que há um ano e meio.
Período chuvoso
Além da grande quantidade de estradas para serem reconstruídas, governo e Agetop precisam lidar com a chuva. O período chuvoso inviabiliza o Rodovida Reconstrução e também impõe adversidades até mesmo no programa de manutenção. Na semana passada, presidente da Agetop, Jayme Rincón, anunciou que o Rodovida voltará aos trabalhos em março, após as chuvas.
“Nesse período de chuva, nossas ações são bastante limitadas e, por isso, as etapas de construção e reconstrução foram interrompidas e só estamos realizando as ações do programa Rodovida Manutenção, que são intervenções emergenciais e paliativas, através de tapa-buracos, mas essas ações não são suficientes, pois as rodovias do estado estão envelhecidas, sem contar que suportam um tráfego bem maior do que foram projetadas”, explicou Rincón.
O cronograma da Agetop prevê que quase 2 mil km de rodovias sejam reconstruídos até o final de 2013. O objetivo é recuperar praticamente toda a malha viária do Estado no máximo até o começo de 2014 para que as rodovias ruins não sejam usadas pela oposição como arma eleitoral.
Oposição critica
Uma das dificuldades da oposição em Goiás é estruturar um discurso convincente. Nem mesmo a crise da Operação Monte Carlo fez com que todos os grupos oposicionistas se unissem e encontrassem o tom exato contra Perillo. No entanto, parlamentares do PMDB e PT tem aproveitado os flagrantes de rodovias em péssimo estado de conservação para atacar a gestão de Perillo.
Um dos mais atuantes é o deputado petista Luis Cesar Bueno. Ele tem utilizado seu perfil no Twitter para postar fotos de rodovias ruins. “Estou retornando da região de Palmeiras. Vejam a situação da GO 164 em São João da Paraúna. Asfalto bom somente na TV”, escreveu o parlamentar no dia 24 de janeiro.
“Mais uma rodovia estadual abandonada. Estou na GO-230 entre Mimoso e Padre Bernardo. É a 19ª GO que visito esta semana”, postou Bueno três dias depois. O deputado também incentiva seus seguidores no Twitter a enviarem imagens de rodovias estragadas.
O que foi feito pela Agetop
O programa Rodovida Reconstrução reconstruiu, no ano passado, 2.081 km de 42 trechos. As obras executadas foram direcionadas para a reconstrução da pista, além de sinalização horizontal (pintura de faixas) e vertical (afixação de placas). O valor investido nesta etapa foi de R$ 400 milhões.
O Rodovida Reconstrução para este ano prevê reconstrução com novo revestimento asfáltico, de 59 trechos, em 2.119 km, além de obras de sinalização horizontal e vertical, a exemplo da execução da primeira etapa. Serão investidos R$ 539 milhões nas obras de reconstrução, a serem iniciadas após o período chuvoso e concluídas ainda este ano.
Para 2014 está prevista a terceira etapa do Rodovida Reconstrução. Com valor estimado de R$ 228 milhões a meta é reconstruir 37 trechos previstos, em mais de 1.300 quilômetros. No total, somando as três etapas, serão 5,5 mil quilômetros de rodovia reconstruídos, renovando mais de 50% da malha viária estadual pavimentada.
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