Compra de voto em AL ganha nova modalidade: o voto pós-pago
Cadastro de eleitores é uma realidade a política brasileira e não é nenhuma novidade na política alagoana; nestas eleições, revela o jornalista Edivaldo Junior, “o preço que será pago ao eleitor foi “tabelado” em R$ 100 por voto proporcional nas eleições deste ano”; a novidade nesta eleição é que tem surgido uma nova modalidade de cadastro – o “pós-pago”
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Por Edivaldo Júnior, em gazetaweb.com - Fazer cadastro de eleitores não é novidade na política alagoana. Nos bastidores, o preço que será pago ao eleitor foi “tabelado” em R$ 100 por voto proporcional nas eleições deste ano.
É R$ 100 para federal. É R$ 100 para estadual. Esse é o valor que chegará nas mãos do eleitor.
Quem organiza o cadastro também recebe o seu quinhão. Cabos eleitorais e “lideranças” de todo o tipo estão envolvidos no negócio. Com isso, alguns candidatos chegam a pagar até R$ 200 por cada voto.
Os cadastros correm soltos nas cidades do interior e na periferia de Maceió. Só não vê quem não quer.
A novidade nesta eleição é que tem surgido uma nova modalidade de cadastro – o “pós-pago”. Alguns políticos ganharam a “confiança” a tal ponto neste ramo que se comprometem a pagar a fatura somente depois da eleição.
Pelo menos três fortíssimos candidatos a deputado estadual estariam operando atualmente no cadastro pré-pago.
No geral, o que funciona é o cadastro “pré-pago”. O eleitor recebe o dinheiro alguns dias antes da votação. Não é todo mundo que entra na lista. Quem faz o cadastro se cerca de cuidados para garantir a “entrega da mercadoria”.
É um sistema que exige confiança e conhecimento. E, claro, muito dinheiro para comprar votos.
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