Comissão dos atingidos por Fundão reclama da suspensão de ação contra Samarco

A comissão dos atingidos pela barragem de Fundão não gostou da decisão da Justiça Federal em Ponte Nova, na Região da Zona da Mata, em Minas Gerais, de suspender o processo criminal que tornou rés 22 pessoas e as empresas Samarco, Vale, BHP Billiton e VogBR por causa do rompimento da barragem, em Mariana; ao justificar a suspensão do processo, o Judiciário informou que a defesa de dois dirigentes licenciados da Samarco, Ricardo Vescovi e Kleber Terra, pediu a anulação do processo; defesa argumentou, ainda, que os dados obtidos com a quebra de sigilo telefônico ultrapassaram o período judicialmente

Mariana (MG) - barragem pertencente à mineradora Samarco se rompeu no distrito de Bento Rodrigues, zona rural a 23 quilômetros de Mariana, em Minas Gerais (Corpo de Bombeiros/MG - Divulgação)
Mariana (MG) - barragem pertencente à mineradora Samarco se rompeu no distrito de Bento Rodrigues, zona rural a 23 quilômetros de Mariana, em Minas Gerais (Corpo de Bombeiros/MG - Divulgação) (Foto: Leonardo Lucena)


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Minas 247 - A comissão dos atingidos pela barragem de Fundão não gostou da decisão da Justiça Federal em Ponte Nova, na Região da Zona da Mata, em Minas Gerais, de suspender o processo criminal que tornou rés 22 pessoas e as empresas Samarco, Vale, BHP Billiton e VogBR por causa do rompimento da barragem, em Mariana, em novembro de 2015. Mais de 250 pessoas ficaram feridas e 19 morreram em consequência da catástrofe, considerado o maior desastre ambiental da história do País. O Ministério Público contesta os motivos que levaram à suspensão da ação.

Ao justificar a suspensão do processo, o Judiciário informou que a defesa de dois dirigentes licenciados da Samarco, Ricardo Vescovi e Kleber Terra, pediu a anulação do processo. Os advogados de Vescovi e Terra alegaram que a quebra de sigilo telefônico ultrapassou período judicialmente autorizado, e que a Polícia (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) analisaram as conversas na denúncia. A defesa argumentou, ainda, que os dados obtidos com a quebra de sigilo telefônico ultrapassaram o período judicialmente.

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"A mágoa maior que a gente tem é que já vai pra 1 ano e 9 meses e a gente está aqui sem resolução, sem nada. Por que a Justiça está acelerando bastante o processo dessas pessoas e pra nós não pode ser acelerado", questionou Luzia Queiroz, que mora em Barra Longa. O relato foi publicado no G1.

Ao justificar a suspensão do processo, o Judiciário informou que a defesa de dois dirigentes licenciados da Samarco, Ricardo Vescovi e Kleber Terra, pediu a anulação do processo. "Como que nós atingidos diretamente, que saímos de casa, correndo, pra não morrer, e até hoje a gente não foi indenizado, ainda não foi reassentado. E a gente espera uma solução o mais rápido possível", disse outro integrante da comissão, José do Nascimento de Jesus, morador de Mariana.

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Em outubro do ano passado, a Samarco, dona da barragem de Fundão, suas controladoras Vale e BHP Billiton e a VogBR, empresa que atestou a estabilidade da estrutura, foram denunciadas, junto com 22 pessoas, sendo 21 por homicídio qualificado com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. A ação penal está suspensa para análise da alegação da defesa de Ricardo Vescovi sobre o suposto uso de prova ilícita na ação penal.

 

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