Comissão de ética vai investigar Crivella
Ministro da Pesca é acusado de repassar recursos da pasta à organização não governamental (ONG) Fazenda Canaã, para implantar um criadouro de tilápias com fins comerciais na Bahia; "[Vamos apurar] uma série de coisas, denúncia de um partido e notícias da mídia, tem de tudo que vocês imaginarem", afirma o presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, Américo Lacombe
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Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu abrir procedimento preliminar para apurar denúncias de irregularidades na gestão do ministro da Pesca, Marcelo Crivella. Segundo o presidente da comissão, Américo Lacombe, o colegiado quer explicações sobre supostas irregularidades na pasta denunciadas pela imprensa. "[Vamos apurar] uma série de coisas, denúncia de um partido e notícias da mídia, tem de tudo que vocês imaginarem", disse nesta segunda-feira (20) ao final da reunião da comissão.
Reportagem do jornal O Globo do dia 14 de maio diz que Crivella tem usado o cargo de ministro para atrair dirigentes de entidades sindicais de pescadores para seu partido, o PRB. O ministro também teria usado a máquina pública para participar de eventos ligados a projetos pessoais, como em março, quando aproveitou viagem oficial ao Rio de Janeiro para entregar casas de seu programa social Cimento Social.
Em outra denúncia, publicada no dia 10 de maio, a revista Istoé diz que a organização não governamental (ONG) Fazenda Canaã, ligada ao ministro, está recebendo apoio da Superintendência do Ministério da Pesca na Bahia para implantar um criadouro de tilápias com fins comerciais.
Edição: Fábio Massalli
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