"Comemoramos hoje o resgate de 22 milhões de brasileiros da miséria"

O governador Marcelo Déda (PT), em discurso durante anúncio da ampliação do Plano Brasil Sem Miséria, destacou a importância da ferramenta da busca ativa, rasgou elogios para a presidente Dilma, cujo Governo definiu como "corajoso e compromissado" e fez referência aos 10 anos do PT na gestão federal; "por não termos abandonado o nosso povo, a miséria está nos abandonando”, disse Dilma, que anunciou a elevação do benefício do Bolsa Família para 2,5 milhões de beneficiários, para que eles passem a figurar acima da linha da miséria

"Comemoramos hoje o resgate de 22 milhões de brasileiros da miséria"
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Valter Lima, do Sergipe 247 – “Hoje é um dia histórico para a nação, para aqueles que integram o Governo, para prefeitos e governadores, é uma vitória de um conjunto de ideias e de uma competência indiscutível. Hoje comemoramos o regaste de 22 milhões de brasileiros da miséria em apenas dois anos. Vencer os desafios do Brasil hoje não é apenas preciso, é possível. A política encontrou a sua razão de ser”. 

Foi nestes termos que o governador Marcelo Déda (PT) discursou nesta terça-feira (19), em Brasília, na solenidade de anúncio de novas medidas do Plano Brasil Sem Miséria. Ele representou os demais chefes dos Executivos Estaduais, a pedido da presidente Dilma Rousseff (PT), em decorrência da redução de 40% da pobreza extrema em Sergipe entre 2006 e 2011.

Ao iniciar o pronunciamento, Déda disse que o slogan do Governo Dilma “País rico é país sem pobreza” representa mais do que uma marca de uma administração, pois “traduz a coragem e o compromisso da presidente”. Ele também fez referência aos 10 anos de administração petista no âmbito federal.

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“Não conheço Governo que tenha tido a coragem de por como marca da sua administração não uma afirmação retórica, mas um compromisso político radical. “País rico é país sem pobreza” é mais do que slogan, é um desafio à administração, à sociedade, à federação e, pelo o que eu a conheço, presidente, é um desafio que a senhora fez a si própria e àquilo que se transformou na referência dos últimos 10 anos desse país, que é um projeto capaz de somar desenvolvimento econômico com inclusão social”, disse Déda.

O governador ressaltou ainda a importância da ferramenta da busca ativa, implantada pelo Governo Federal, que localiza famílias em situação de miséria ainda não cadastradas em programas sociais e as inclui nas ações. “Foi preciso ganhos administrativos e uma revolução na gestão das políticas sociais, com a ferramenta extraordinária da busca ativa”, ressaltou.

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Ao tomar a palavra, antes mesmo de cumprimentar oficialmente as lideranças políticas presente, a presidente Dilma disse que “Déda inspirado é algo bom de ver e de ouvir” e ressaltou que admira a capacidade do governador de, “ao falar, também fazer poesia”.

No discurso, a presidente disse que com a inserção de mais 2 milhões de pessoas no Plano Brasil Sem Miséria, o “país vira uma página”. “Estes são os últimos dos brasileiros extremamente pobres a transpor a linha da miséria, entre aqueles que já fazem parte do programa Bolsa Família, mas ainda há pessoas extremamente pobres no Brasil é necessário encontrá-las. Por não termos abandonado o nosso povo, a miséria está nos abandonando”, disse.

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Da mesma forma que Déda, Dilma também lembrou as ações de inclusão social iniciadas pelo ex-presidente Lula. E foi mais além: criticou, sutilmente, o formato das políticas sociais do Governo FHC. “Só pode celebrar um feito dessa magnitude, um país que teve a capacidade anterior de construir a tecnologia social mais avançada do mundo, que tirou 36 milhões da miséria e da pobreza. Com o programa Bolsa Família, quando assumimos o Governo em 2003, unificamos programas sociais precários que existiam até então”, afirmou.

Com o anúncio desta terça-feira, mais 2,5 milhões de pessoas, beneficiárias do Bolsa Família, passarão a receber um complemento financeiro, que garantirá renda de, pelo menos, R$ 70 per capita. Com a iniciativa, todos os 22 milhões de beneficiários cadastrados no programa ficarão acima da linha de extrema pobreza – que é definida por quem vive com menos de R$ 70 por mês. A complementação de renda aos 2,5 milhões de brasileiros custará R$ 773 milhões em 2013. O pagamento começará a ser feito em março deste ano.

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