Começa o mutirão de atendimento às vítimas da Kiss

Sobreviventes do incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), começam a ser atendidas num mutirão para acompanhamento clínico e psicossocial; de acordo com o Ministério da Saúde, a ação deve dar maior agilidade ao monitoramento de pessoas envolvidas na tragédia

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Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Vítimas do incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), começam a ser atendidas hoje (9) em um mutirão para acompanhamento clínico e psicossocial. De acordo com o Ministério da Saúde, a ação deve dar maior agilidade ao monitoramento de pessoas envolvidas na tragédia.

O atendimento inclui tanto os pacientes internados e que tiveram alta, quanto as pessoas que estavam na boate ou que participaram do resgate e tiveram contato com a fumaça tóxica liberada durante o incêndio, além de parentes de vítimas. As consultas serão feitas no Hospital Universitário de Santa Maria.

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O ministério informou que, para o monitoramento, serão consideradas três prioridades: pacientes que foram internados com comprometimento pulmonar e/ou queimaduras; pessoas que tiveram contato na boate com os gases e inalantes; e amigos e parentes das vítimas que precisam de apoio psicológico.

Pacientes que ficaram internados em situação mais grave terão prioridade na avaliação clínica. Todas as pessoas que procurarem o serviço serão submetidas a uma triagem inicial para a realização de exames e definição do procedimento clínico que será adotado.

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Quem teve contato com os gases tóxicos produzidos pela fumaça do incêndio mas não desenvolveu quadro pulmonar grave e, portanto, não foi internado também será chamado para avaliação clínica e pulmonar no hospital.

“Todos aqueles que se cadastrarem receberão uma ligação para informar o dia e a hora da consulta médica. As pessoas que não moram em Santa Maria serão orientadas pela Secretaria Estadual de Saúde a procurar unidades referenciadas para dar continuidade ao acompanhamento médico”, informou o ministério.

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Dados do governo federal indicam que 570 vítimas do incêndio foram atendidas pelos serviços de saúde de Santa Maria. Entre os dias 1º e 25 de fevereiro, foram feitos mais de 1.300 atendimentos psicossociais. Ao todo, 241 pessoas morreram na tragédia.

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