Com juros em queda e alta do dólar, como ficam as ações na Bolsa

Combinação deixa balanceamento da carteira mais delicado. Veja como as empresas se beneficiam ou não destes dois movimentos

Com juros em queda e alta do dólar, como ficam as ações na Bolsa
Com juros em queda e alta do dólar, como ficam as ações na Bolsa (Foto: Shutterstock)


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Luciane Macedo _247 - Enquanto a volatilidade da moeda americana fez, nos últimos dias, a alegria de quem já garantiu suas "verdinhas" para as viagens de julho ou dos que têm dinheiro aplicado em fundos cambiais, segue a queda de braço entre o mercado e o Banco Central, e os nervos de quem investe em ações é que ficaram ainda mais sensíveis. Não bastasse a crise europeia, a alta do dólar é mais um fator a considerar na Bolsa.

Se, por um lado, o enfraquecimento do real torna as exportadoras mais competitivas, por outro, é ruim para as empresas endividadas em dólar. E quem já estava revendo a carteira em função da Selic em queda, na expectativa de que ela chegue em 8% ainda neste ano, deve levar em conta que nem toda empresa de consumo interno e nem toda boa pagadora de dividendos necessariamente se dá bem com o dólar na casa dos R$ 2,00.

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A tarefa de decidir o que comprar ou vender ficou, portanto, um pouco mais delicada. Afinal, quem ganha e quem perde nestes dois contextos (juros descendentes e câmbio valorizado) quando eles atuam simultaneamente no mercado?

O Deutsche Bank indicou uma gama de possibilidades no relatório "2 and 8", divulgado na semana passada, em referência à expectativa de uma taxa básica de juros de 8% ao ano e ao dólar em R$ 2,00 (veja abaixo).

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Siderúrgicas e industriais aparecem entre as mais indicadas para o contexto "2 and 8", elas se beneficiam tanto dos juros menores quanto do real depreciado frente ao dólar. Varejistas e imobiliárias estão na outra ponta, das prejudicadas pelo câmbio, mas que se beneficiam da Selic em queda.

Os estrategistas do banco lembram, no entanto, que, como o minério de ferro é cotado em dólar, a margem das siderúrgicas pode ser prejudicada, visto que o real depreciado também encarece seu principal insumo.

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Este já não é o caso com a Embraer, que exporta 85% de sua produção, ou da Brasil Foods. Ambas beneficiam-se do câmbio valorizado, mas não são muito afetadas pelos juros básicos mais baixos.

Boas pagadoras de dividendos, como empresas de energia elétrica, água e saneamento, continuam sendo boas alternativas, embora não se beneficiem da alta do dólar.

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Os mais prejudicados no contexto "2 and 8", segundo os estrategistas do banco alemão, são os bancos, cuja performance é negativamente impactada tanto pelo câmbio valorizado, quanto pela Selic mais baixa. Pressionados a diminuir o spread e a emprestar dinheiro cobrando menos juros dos correntistas, a margem de lucro dos bancos diminui.

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