Colunista vê PSDB sem nomes na capital

Para a jornalista Fabiana Pulcineli, os tucanos têm encontrado dificuldades para buscar um nome de consenso em Goiânia



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247 – Uma das principais colunistas políticas de Goiás, a jornalista Fabiana Pulcineli, do jornal O Popular, aponta as dificuldades do PSDB em encontrar uma alternativa na disputa municipal em Goiânia; leia e acesse seu blog:

Difícil costura na base

Assim como nas últimas três campanhas municipais, o PSDB não preparou o fortalecimento de liderança” <p "="">“Sai de um problema, vai para outro”, respondeu o governador Marconi Perillo (PSDB) ao ser questionado sobre candidatura da oposição em Goiânia, em entrevista coletiva no dia seguinte ao depoimento à CPI do caso Cachoeira no Congresso. Aliviado com a avaliação de que se saiu bem, mas já ciente da desistência do deputado federal Leonardo Vilela (PSDB), o governador sabia que os dias seguintes seriam de dificuldades no cenário eleitoral. <p "="">É mesmo difícil a tarefa do governador de apontar um candidato (ou mais) da base governista na semana final de convenções partidárias. Em reunião hoje com aliados e postulantes, Marconi será pressionado a indicar um caminho para a oposição, que já batia cabeça mesmo antes do recuo de Leonardo, há dez dias.

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Nenhum dos pré-candidatos da base do governo mostrou força para aglutinar todos os partidos e seguir em uma campanha consistente contra o prefeito Paulo Garcia (PT). Assim, é improvável que se alcance unidade. E a situação fica ainda mais complicada em meio aos desgastes sofridos pelo governo com as investigações da Operação Monte Carlo e os investimentos do Estado em Goiânia aquém do esperado. <p "="">Com a saída de Leonardo, os tucanos correram em busca do deputado federal João Campos, preterido em fevereiro – assim como o deputado estadual Fábio Sousa – pelo conselho político do PSDB. Procurado agora, João Campos fez exigências, especialmente relacionadas à estrutura de campanha e à atuação do governador. E cobra consenso em torno de sua candidatura.

Já o deputado federal Jovair Arantes (PTB) reforçou a cobrança por apoio da base, mas não vive boa relação com o governo – basta ver o fogo amigo contra o filho dele, secretário estadual de Cidadania e deputado estadual licenciado, Henrique Arantes, também petebista – nem tem a confiança dos demais partidos. Além disso, sem ainda ter alcançado o tempo de televisão que planejava, Jovair chegou a ter contatos e cogitar apoio ao PT antes da saída de Leonardo. Não vai, definitivamente, unir a base.

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Fábio Sousa é o mais empenhado em viabilizar a candidatura, mas não tem o consenso no partido, especialmente na cúpula, que dirá no grupo oposicionista. Aí outros nomes também são citados, como o vice-governador José Eliton (DEM), que já declarou que só topa disputar se reunir todos os partidos, e o deputado federal Armando Vergílio (PSD), que nem sequer sabe ainda se terá tempo de televisão. <p "="">Embora lideranças políticas da base insistam em relacionar o cenário atual à campanha de 1998, quando Marconi soube preencher um espaço vazio de última hora e venceu o favoritismo do PMDB, há uma diferença enorme de contexto entre as duas disputas. Àquela época, o grupo da situação sofria grandes desgastes e todos os partidos de oposição se uniram contra o governo. Agora não há nada disso.

A base do governo tem repetido que a posição de Paulo Garcia nas pesquisas – de 26,3% nas intenções de voto e 42,9% de regular na avaliação de seu governo, segundo a última Serpes/O POPULAR – aponta espaço e boas chances de vitória da oposição. É fato, mas ainda não apareceu candidato para ocupar este espaço. E os governistas consideram improvável que um novo nome surja até o final da semana. <p "="">As pesquisas qualitativas que o governo tem em mãos dizem que o eleitorado espera um perfil mais técnico, sem grandes ligações com as forças políticas e com discurso mais sólido e moderno, sem populismo. Daí a corrida atrás do ex-secretário José Paulo Loureiro ou de empresários filiados ao PSDB. A resistência a entrar de última hora neste projeto é, por óbvio, muito grande.

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Assim como nas últimas três campanhas municipais, o PSDB não preparou o fortalecimento de liderança e fica enfraquecido na capital. Primeiro ficou refém de um suposto acordo do governador com o senador Demóstenes Torres, que teria sido feito ainda na campanha de 2010. Depois, com a desistência do ex-democrata, escolheu Leonardo – que foi atingido não apenas pelos desgastes da Operação Monte Carlo como também por não ter conseguido aglutinar apoio.

Não só em Goiânia como na maioria das principais cidades goianas, o PSDB perde força e abre espaço para crescimento e consolidação da oposição no Estado. Parece se esquecer do peso das eleições municipais na disputa estadual.

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