CMTC insiste no reajuste e revisão pode durar 2 meses

Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo ignora protestos (como o fofo, que terminou em confronto entre manifestantes e polícia), irregularidades na planilha de custos detectadas pelo Procon e opinião pública e mantém preço da passagem a R$ 3. CMTC anuncia que vai fazer auditoria para avaliar equilíbrio financeiro do contrato firmado com as empresas de ônibus, mas este processo pode durar até dois meses. Enquanto isso, permanece a revolta do usuário diante do novo valor e manifestantes já anunciaram novo protesto

CMTC insiste no reajuste e revisão pode durar 2 meses
CMTC insiste no reajuste e revisão pode durar 2 meses (Foto: Wesley Costa)


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Goiás 247_ A Companhia Metropolitana e Transporte Coletivo (CMTC) deixou bem claro em entrevista concedida pelo seu presidente, Ubirajara Abud, que o valor da passagem de ônibus será mantido em R$ 3 e não haverá redução por agora. A CMTC anunciou que será feita uma auditoria nas planilhas que justificaram o aumento e no equilíbrio financeiro econômico do contrato assinado com as empresas do transporte coletivo nos últimos cinco anos. Tudo isso deve demorar cerca de dois meses.

A passagem custava R$ 2,70 e desde que o preço foi elevado começaram protestos organizados por estudantes. O auge foi última terça-feira quando manifestantes entraram em conflito com a Polícia Militar na Praça da Bíblia e ônibus foram depredados.

O Procon fez um pente fino na planilha de custos que a CMTC apresentou para justificar o aumento e encontrou diversas irregularidades. O órgão vai entrar com ação civil pública na Justiça para tentar derrubar o reajuste. 

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O Procon alegou que peso do combustível, por exemplo, alegado pelas empresas na composição das tarifas, é de 35%, mas o Sindicato Nacional do Transporte Coletivo, a que as empresas de Goiânia são filiadas, informa que o percentual correto é 20%.

A CMTC meio que ignora as afirmações do órgão e disse que ainda não foi notificada. A companhia joga a culpa pela alta na tarifa nas gratuidades: valor pela metade para estudantes e de graça para menores de 12 anos e idosos.

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Ao tomar a decisão de manter o reajuste, que levou a passagem para uma das mais caras do País, a CMTC mostra que está pouco preocupada com os protestos, a opinião pública e até mesmo com as reportagens diárias que mostram o sofrimento do cidadão comum diariamente para usar o transporte coletivo.

Um dos pontos irregulares mostrados pelo Procon foi que as empresas quebraram o contrato e investiram menos que o combinado para a melhoria do transporte público em Goiânia.

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