Cláudio Nunes: “Edivan Amorim fecha portas para alianças pró-Eduardo”

Para jornalista, ataques do presidente do PTB Estadual contra Jackson e Valadares têm objetivo de evitar possível aproximação ao prefeito João Alves Filho (DEM), no entanto, podem inviabilizar parceria do demista com o senador Eduardo Amorim (PSC); "se João não for candidato ao governo vai querer a única vaga do Senado em disputa. E se Maria resolver não ser candidata à reeleição, por conta da saúde, o candidato já tem nome: Mendonça Prado.  E alguém em sã consciência imagina Amorim e Mendonça de mãos dadas numa chapa majoritária?", questiona

Cláudio Nunes: “Edivan Amorim fecha portas para alianças pró-Eduardo”
Cláudio Nunes: “Edivan Amorim fecha portas para alianças pró-Eduardo”


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Sergipe 247 – O jornalista Cláudio Nunes afirma, em seu blog na Infonet, nesta segunda-feira (20), que “se por um lado, o senador Eduardo Amorim está abrindo portas com a estratégia pré-eleitoral, o irmão, Edivan Amorim, presidente do PTB e mentor político, começa a fechar portas para 2014”.

E justifica: “A estratégia de Edivan Amorim de criticar duramente Jackson e Valadares é para tentar afastá-los de João Alves. Porém, ao dizer que o seu grupo tem candidato ao governo fecha também a porta para João Alves se ele decidir ser candidato a governador. E não é só isso. Se João não for candidato ao governo vai querer a única vaga do Senado em disputa. E se Maria do Carmo resolver não ser candidata à reeleição, por conta da saúde, o candidato já tem nome: Mendonça Prado.  E alguém em sã consciência imagina Eduardo Amorim e Mendonça Prado de mãos dadas numa chapa majoritária?  Nem pensar”.

Confira a coluna na íntegra:

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2014: tempo de abrir portas e não fechar

Em vários artigos no ano passado, antes do resultado eleitoral, o blog alertou que a vitória de João Alves Filho em Aracaju mudaria totalmente o cenário existente naquele momento para a disputa do governo do Estado em 2014. Há um ano, todas as pesquisas internas, mostraram uma ampla vantagem do senador Eduardo Amorim. Só faltava escolher a cor do terno da posse e encomendar ao alfaiate.

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A vitória de João Alves Filho no primeiro turno em Aracaju não apenas abalou a estrutura do bloco comandado pelo governador Marcelo Déda, mas também mudou o cenário para 2014. Se antes, o senador Eduardo Amorim estava bem nas pesquisas sozinho, com a entrada de João Alves tudo mudou.

É lógico que não foi apenas o renascimento de João Alves, mas também a polêmica de mais de um ano sobre o Proinveste. O desgaste foi claro, não só para o governo do Estado, mas também para o senador Amorim.  A prova maior é que pelas pesquisas atuais (todos os lados estão encomendando quase que mensalmente) João Alves Filho corre folgadamente em primeiro lugar.

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Marketing -  O senador Eduardo Amorim, candidato do PSC ao governo do Estado, fez uma excelente contratação recentemente colocando o jornalista sergipano e marqueteiro (trabalhou com Duda Mendonça em várias campanhas por todo o país) Theotônio Neto. Ele já foi político (prefeito de Carmópolis) e conhece como ninguém a política sergipana. Criou a ideia do “Novo tempo”, que Eduardo Amorim está mostrando nas inserções partidárias e nas visitas ao interior.

Fechando portas – Se por um lado, o senador Eduardo Amorim está abrindo portas com a estratégia pré-eleitoral, o irmão, Edivan Amorim, presidente do PTB e mentor político, começa a fechar portas para 2014. Sergipe hoje tem cinco grupos importantes: além do comandado pelos irmãos Amorim, tem o de Déda, o de Jackson, o de Valadares e o comandado por João Alves.

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A estratégia de Edivan Amorim de criticar duramente Jackson e Valadares é para tentar afastá-los de João Alves. Porém, ao dizer que o seu grupo tem candidato ao governo fecha também a porta para João Alves se ele decidir ser candidato a governador. E não é só isso. Se João não for candidato ao governo vai querer a única vaga do Senado em disputa. E se Maria do Carmo resolver não ser candidata à reeleição, por conta da saúde, o candidato já tem nome: Mendonça Prado.  E alguém em sã consciência imagina Eduardo Amorim e Mendonça Prado de mãos dadas numa chapa majoritária?  Nem pensar.

Desde que assumiu a prefeitura as conversas entre o prefeito João Alves e o governador Marcelo Déda são semanais. Naturalmente que eles juram que é apenas um entendimento administrativo.  João Alves vem também conversando com o senador Valadares e o vice, Jackson Barreto. Todas conversas administrativas.

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Das cinco lideranças citadas, apenas o PT comandado por Déda ainda não esteve no palanque de João. Por duas vezes - em 1985 (Prefeitura) e 1986 (governo) - João Alves, Jackson e Valadares dividiram o palanque obtendo vitórias.

O certo é que ainda falta muito para as definições, mas o presidente do PTB, Edivan Amorim precisa mudar sua estratégia rapidamente. Esse ano ele conseguiu apenas fechar portas esquecendo que o aliado de hoje pode ser o adversário de amanhã e vice-versa.

É preciso domar o temperamento. A vitória não chega apenas pela vontade própria.

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